Clima de tensão entre JHA e JMN: Mas não existe intenção de se fazer haraquiri como nas presidenciais de 2011

3/08/2015 08:27 - Modificado em 3/08/2015 08:27

Neves-e-JaniraDe acordo com o jornal ‘A Nação’ da última quinta-feira, o PAICV vive um clima tenso entre os apoiantes do primeiro-ministro José Maria Neves e a presidente do partido Janira Hopffer Almada. Refere-se de um retiro com dirigentes do PAICV em que o “ambiente aqueceu” quando o vice-presidente José Veiga terá afirmado que “José Maria Neves estaria a ofuscar a líder do PAICV ao não convidá-la para as sucessivas inaugurações feitas nos últimos tempos”.

Sem identificar as fontes, o jornal diz que “a reacção de JMN não se fez esperar e começou por dizer à sua sucessora que “o PAICV não é monolítico, mas sim uma instituição plural, onde não existe delito de opinião. O primeiro-ministro relembrou que o Governo não é lugar para se fazer campanha”. Também foi colocada a questão da bicefalia na direcção da maioria tão explorada pela oposição pelo que Massi vai mais longe e afirma que a maioria é dirigida por três cabeças: uma no Governo, uma no partido e outra no Parlamento.

Se isso é verdade, não parece ser, pelo menos, nas manifestações públicas dos dirigentes do PAICV. Basta relembrar os elogios de JHA ao primeiro-ministro antes do debate do estado da Nação. Também a sintonia entre as “três cabeças” durante o referido debate mostrou uma estratégia de apoio e defesa do que foi feito pela governação do PAICV para depois dar espaço a JHA no Parlamento falar como futura primeira-ministra. Aqui cai por terra a tese do “ofuscamento” e prevalece a tese do pragmatismo que faz parte da postura política e estratégica dos tambarinas. Existem opiniões diferentes sobre a melhor forma de conduzir o processo até às legislativas de 2016, mas tudo indica que não existe intenção de se fazer haraquiri como aconteceu nas presidenciais de 2011.

  1. Paula Mendes

    O Poder é uma força atractiva e cria ditadores simulam saidas mas ficam tirando os cordelinhos e, com a jovem, não estamos longe de um Governo à moda do da Argélia.
    Pensem nisso.

  2. antónio dos santos

    Durante o debate do Estado da Nação percebi 3 coisas: 1.ª Que o debate do E. da Nação, eram contas do JMN para com a República e a JHA colocou-se na posição “a coisa é com ele”. 2.ª A Nação padece dum mal: DESEMPREGO, que a JHA ignorou quando este é a maior chaga social o País e cuja responsabilidade é da menina. 3.ª Que os elegios a JMN por JHA mais pareceu um ” bá sampé bai” através duns elogios “funebres” durante a qual garantiu ao “finado a curto prazo” que o seu legado será perservado”.

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