Inter-ilhas: Fogo perde frente a São Vicente na defesa do título

31/07/2015 08:04 - Modificado em 31/07/2015 08:04
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1 pe_na_bolaO detentor do título de Inter-ilhas, o Fogo, iniciou a defesa do título com uma derrota de 3-1 frente à selecção de São Vicente, num jogo que era a reedição da final de 2013 onde a selecção do Fogo levou a melhor e conquistou o título de campeão.

O estádio Marcelo Leitão no Sal recebeu esta quinta-feira, 30 de Julho, o jogo entre o campeão e o vice-campeão do torneio Inter-ilhas, primeiro jogo do grupo B.

O primeiro golo da partida foi marcado por Djoni aos vinte e dois minutos da primeira parte. O número 09 da selecção de São Vicente, de costas para a baliza e com um toque do pé esquerdo, inaugurou o marcador.

Aos 32 minutos de jogo, Flávio é expulso do jogo, deixando desta forma a selecção da ilha do vulcão desfalcada com um jogador a menos. E com o Fogo reduzido a dez elementos, Sílvio, aos 39 minutos, no interior da grande área adversária fez um “chapéu” ao guarda-redes do Fogo e culminou no segundo golo da selecção de São Vicente.

No início da segunda parte, a selecção de São Vicente fez o 3-0.

O Fogo reduz através de uma grande penalidade cobrada por Fifa, aos vinte minutos da segunda parte.

A selecção do Fogo criou a primeira oportunidade de golo. O jogo iniciou com um certo equilíbrio, mas após o primeiro golo da selecção da ilha do Monte Cara, a equipa começou a criar desequilíbrios e com o Fogo reduzido a 10, São Vicente ampliou a vantagem. Na segunda parte, São Vicente fez o terceiro golo e o Fogo, muito persistente, consegue reduzir para 3-1, de grande penalidade.

O treinador da selecção de São Vicente considera ter sido um bom jogo com grande entrega por parte das duas selecções e assume que a sua equipa foi melhor em campo. E felicita a equipa adversária pelo seu desempenho e também aos jogadores da sua equipa e garante que no próximo jogo terão o mesmo “espírito” de entrega e vitória e, “ganhando o próximo jogo, automaticamente passamos para a fase seguinte”, afirma Bassana que assume a ambição de chegar à final e ganhar, “respeitando todos os adversários”, conclui.

Por seu turno, João Borga diz que a equipa entrou mal no jogo e afirma que São Vicente foi mais forte e questiona o facto de nos 10 minutos iniciais “marcámos um golo limpo e o árbitro anulou o golo e só ele sabe porque o anulou” e garante que com a expulsão de Flávio aos 22 minutos de jogo, a situação ficou mais complica acabando por perder por 3-1, e espera vencer o próximo jogo que será contra a selecção do Maio. “Enquanto há possibilidades, matematicamente acreditamos até ao fim”, conclui.

O seleccionador nacional, Rui Águas que esteve presente a assistir ao jogo, numa leitura do jogo diz que as duas equipas bateram-se bem. São Vicente com maior qualidade e a selecção do Fogo muito batalhadora até ao fim. Em relação à estratégia utilizada pelas duas equipas, Águas diz que foram semelhantes e os jogadores, por serem diferentes, acabaram por dar uma outra visão ao jogo.

“Tecnicamente, a equipa de São Vicente é mais forte do meio campo para a frente e da parte do árbitro, houve uma atitude um pouco excessiva com alguns cartões que poderiam ficar no bolso, como a expulsão que aconteceu bem cedo, mas as equipas estiveram bem”, realça.

A selecção da Brava não participa no Inter-ilhas devido a problemas financeiros. E, sendo assim, o grupo C, do qual faz parte, fica com uma selecção a menos. O grupo A é formado pelas formações de São Nicolau, Boavista e Sal; o grupo B é formado pelo Fogo, São Vicente e Maio; e o grupo C é formado por Santo Antão, Santiago e Brava.

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