Ensino secundário: Criança corre risco de ficar sem escola devido a condições financeiras

30/07/2015 03:23 - Modificado em 30/07/2015 03:23

sem dinheiroWilson Jorge terminou este ano o 6º ano, mas não sabe se irá ingressar no ensino secundário devido às fracas condições financeiras da mãe, sua única responsável.

Aproxima-se a época das matrículas para os alunos do ensino secundário e as mães começam a sentirem-se preocupadas com as despesas dos estudos dos filhos. A situação financeira é também preocupante para as famílias com fracos rendimentos.

A situação é ainda pior quando a mãe faz também o papel de pai. Cecília Varela é mãe de três filhos menores e encontra-se desempregada. No ano lectivo que se aproxima, 2015/2016, o filho mais velho, Wilson Jorge, deverá estudar o sétimo ano no ensino secundário.

Apesar do filho destacar-se como um bom aluno, Cecília diz que não irá frequentar o ensino secundário porque não dispõe de recursos financeiros para arcar com as despesas, pois é mãe e pai ao mesmo tempo, uma vez que o pais dos seus filhos não se ocupa das responsabilidades para com os filhos.

Cecília trabalhava como empregada doméstica, mas o seu contrato findou, uma vez que a patroa decidiu ir viver fora do país. Sem emprego e com três filhos para criar, esta mãe sente-se desesperada com a situação e não tem por onde recorrer.

O sonho de Wilson é ser “um grande engenheiro”, mas o seu futuro está comprometido caso não tenha condições para prosseguir os estudos. As consequências desta situação são reais, uma vez que casos desta natureza são frequentes e representam as maiores causas de problemas sociais.

  1. Carlos Fortes

    “O sonho de Wilson é ser “um grande engenheiro”, mas o seu futuro está comprometido caso não tenha condições para prosseguir os estudos.”
    Wilson nem só de “engenheiros” vive Cabo Verde. O nosso problema é que passamos a sonhar demasiadamente alto e na maior parte das vezes sem nenhuma possibilidade financeira, bem assim como inteligência ou capacidade cognitiva para realizar tais sonhos.
    Hoje ninguém quer ser um bom carpinteiro, um bom mecânico, um bom pintor, um bom serralheiro, o que falta muito neste Terra e desde que seja um bom técnico está garantido de um emprego certo e do pão nosso de cada dia. Hoje todos querem ser “doutores, engenheiros, sociólogos, psicólogos, gestores de empresa” mesmo que saibam com antecedência que estão neste caso garantidos de um lugar na lista sempre crescente de desempregados nessas categorias profissionais.
    Veja centenas de jovens anualmente saindo dessas Universidades e desses Liceus condenados a polirem essas calçadas e o mais dramático ainda, sem nenhuma perspectiva de um job no futuro!
    Já é tempo dos pais, tutores bem assim como os jovens fincarem o pé no chão e encararem a realidade que temos e não a que está na nossa cabeça e nos nossos sonhos.

  2. ANONIMO

    Esse aluno é de S.Vicente? Gostaria de ter o contacto da mãe

  3. Manuel Candim

    Os encarregados da educação deste aluno devem matricular o aluno sim porque ainda pertence ao básico, pois, o básico tem duração de oito anos e é gratuito e de frequência obrigatóriaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
    consultam a legislação caboverdiana. A lei é para cumprir nesse país.
    tenho dito.

  4. Francisco andrade

    Esta Sra deve procurar o Gabinete de Assuntos Sociais da Escola que pretende matricular o filho e expor o problema.
    também devera procurar o gabinete social da CMSV que tem vindo a fazer um excelente trabalho em prol dasf amílias carenciadas

  5. Flavio Silva

    Situação bastante lamentavel, favor publicar contacto da mãe do rapaz.

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