Greve da MDR: Sindicalista considera que houve intimidação e manobras partidárias

30/07/2015 03:17 - Modificado em 30/07/2015 03:17
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eva ortetO Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão considera a não adesão  dos trabalhadores da MDR do Porto Novo foi devido  a intimidação e manobras puramente eleitoralistas e partidárias.

O secretário permanente Carlos Bartolomeu avançou à Rádio Nova na tarde desta quarta-feira que não entende como é que o delegado da MDR no Porto Novo entra em cena como “capataz” no sentido de controlar os trabalhadores, entrando numa via meramente política.

O responsável entende que os trabalhadores devem ajudar o Sindicato a resolver os problemas, não devem deixar de participar em qualquer actividade e não devem deixar de serem manipulados por qualquer partido.

O mesmo considera “extremamente grave” em pleno século XXI, num Estado de direito, onde se fala muito de democracia, impedir os trabalhadores de participarem no acto importante que é a reivindicação dos direitos consagrados na lei da Constituição da República”, um acto considerado de atentado à Constituição.

O sindicalista pontua que apesar dos governantes terem as chaves nas mãos, “os trabalhadores dispõem de capacidade e poder de luta em prol dos seus direitos e de nenhuma forma poderão ficar sem reivindicarem os seus direitos porque existem outras formas de luta”.

O sindicalista afirma que mais de cinquenta por cento dos trabalhadores afectos à MDR do Paul e Ribeira Grande aderiram à greve de 24 horas que aconteceu nesta quarta-feira, 29 de Julho.

Os trabalhadores reivindicam o pagamento dos retroactivos associados à implementação do PCCS nos projectos de investimento, pagamento de abonos de família, descontos feitos de 2006 e 2008, a não promoção de dois técnicos da MDR e a não atribuição de um seguro de acidente de trabalho dos guardas florestais dos edifícios.

A Ministra do Desenvolvimento Rural, Eva Ortet lamenta que os trabalhadores tenham partido para a greve. Embora a Ministra não tenha encontrado razões para a greve, garantiu melhorar as condições de trabalho dos trabalhadores à medida que as condições o permitam.

A Ministra adiantou à TCV que quanto à devolução dos descontos feitos entre 2006 a 2008, a lei não permite atender à revindicação de modo que os retroactivos serão tidos em conta na altura da contagem para a reforma.

A responsável avança ainda que foi feito um esforço para incluir os trabalhadores contratados no sistema do PCCS embora não fosse da obrigação do Ministério.

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