Desvio de 282 mil euros na CECV: MP presume que o subgerente desviou o dinheiro

29/07/2015 07:44 - Modificado em 29/07/2015 12:30

marteloO subgerente da Agência do Mindelo da Caixa Económica vai aguardar em liberdade o julgamento, mediante Termo de Identidade e Residência e proibição de saída do país. Herberto Rodrigues está indiciado  pelo Ministério de Público do crime de abuso de confiança, por considerar que o tesoureiro desviou do cofre da referida Agência 282.070 mil euros. Por ter este entendimento pediu a prisão preventiva do arguido. Mas, o juiz do 2º juízo Crime achou que não havia razão para a aplicação da medida de coacção mais gravosa e optou pelo TIR e proibição de saída do país. A investigação deste online já tinha avançado que a PJ não iria conseguir provas de quem retirou o dinheiro do cofre, visto que não houve confissão, testemunhas, gravações, ou outras provas para mostrar quem desviou o dinheiro que auditoria diz que falta.

Por isso, a  acusação apenas presume que foi Herberto Rodrigues que desviou o dinheiro. Por ele ser o tesoureiro, por ser uma das três pessoas que tinha acesso ao código que activa e desactiva alarmes de instalação da Agência a acusação presume que foi ele que se apossou dos 282 mil euros. Mas presumir, conjecturar, antever, imaginar que alguém roubou é muito pouco para convencer um juiz que precisa que em sede julgamento sejam produzidas provas  e não conjunturas.

Mesmo assim, o MP indiciou  o arguido do crime de abuso de confiança que na leitura do artigo 203 do Código penal reza assim “Quem ilegitimamente se apropriar de coisa móvel que lhe tenha sido entregue por título não translativo da propriedade, que produza a obrigação de restituir ou apresentar ou de aplicação a certo fim, será punido com pena de prisão de 6 meses a 3 anos ou com pena de multa de 80 a 200 dias.

O ponto 2 do  mesmo  artigo agrava a pena na seguinte circunstancia se o facto causar prejuízos consideráveis à vítima a pena será de prisão de 1 a 5 anos.

Se o MP  não conseguir provar que foi arguido  que desviou o dinheiro,  o facto do subgerente ser responsável pela guarda do dinheiro e ter deixado que esse fosse roubado não implica em procedimento judicial, não há crime. Mas a nível disciplinar  pode ser obrigado pela Administração da CECV  a devolver o dinheiro que estava a sua guarda.

  1. JOAO

    MAIS UM EPISÓDIO QUE NÃO DAR EM NADA. Vejamsos: o ex-gerente do BCA em Porto Novo desviou 140 mil contos, está na cadeia mas não disse onde foi com o dinheiro. E quem vai repor o montante ao Banco?
    O Médico Além deu o INPS um prejuízo de cerca de 70 mil contos mas o homem está livre a circular nas ruas como nada aconteceu. E mais … MAS QUE RAIO DE JUSTIÇA É ESSA?

  2. Duarte

    Daqui a pouco ele está for a de Cabo Verde assim como tantos fizeram,justiça nesse país é uma vergonha.

  3. Francisco andrade

    Caro João.
    Ainda muita coisa ha-de de vir a tona. Espera 2016 chegar

  4. sandra

    quem vai para cadeia e quem é conotado como labraõ saõ os coitados que roubam uma porcaria de telemovel,ou bocatelas de dinheiro pq esse SR HERBERTO TODA A SOCIEDADE TA COM PENINHA DELE.

  5. Bofe Respiratório

    Muita pressa em arranjar um bode expiatório. Águeda é co-responsável em todo o processo!!! Mesmo tendo delegado no subgerente, não deixa de ter responsabilidades, sem falar que violou as normas internas. Se há falha no cofre, há dois responsáveis – Águeda e Herbert. Águeda tem código e Herbert tem chave. E o acesso ao cofre deveria fazer-se na presença dos dois. Mas pudera, o Betty é mais fraco e a corda vai arrebentar do lado dele

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