Turista português vive como indigente: Consulado português não consegue encontrar familiares em Portugal

28/07/2015 01:05 - Modificado em 28/07/2015 01:05

porto novo4De acordo com a agência Lusa, o Consulado português não conseguiu encontrar nenhum familiar do cidadão português de 44 anos que está a viver como indigente há alguns meses na cidade do Porto Novo. O Cônsul de Portugal na Cidade da Praia, João Ricardo Mendes, explicou à Lusa que o cidadão português, natural de Lisboa e que alegadamente sofre de problemas psiquiátricos, chegou à ilha de Santo Antão com um visto de turista, mas à procura de trabalho na construção civil.

Mas agora, está a viver numa pensão paga pela Câmara Municipal do Porto Novo e tem uma refeição assegurada no Centro de Dia, depois de ter passado semanas a dormir na rua e de ter mesmo chegado a procurar comida nos caixotes do lixo. João Ricardo Mendes disse à agência Lusa que contactou o cidadão português em Junho, quando tomou conhecimento da sua situação, tendo-lhe oferecido ajuda para regressar voluntariamente a Portugal, tendo este recusado.

O Cônsul explicou que o português está agora em situação ilegal, por já ter caducado o seu visto de turista e que nas últimas semanas a sua saúde mental “deteriorou-se muito”, o que levou as autoridades portuguesas a avançarem com a possibilidade de uma repatriação médica.

O Cônsul português acredita que o homem precisa de cuidados médicos psiquiátricos que não estão disponíveis em Santo Antão, sendo por isso necessário transferi-lo para São Vicente para, posteriormente, ser repatriado para Portugal.

O responsável disse ainda que não conseguiu localizar ou identificar em Portugal nenhum familiar do referido cidadão, adiantando que as autoridades portuguesas não têm “forma legal” de o obrigar a deixar Cabo Verde.
Disse ainda tratar-se de uma situação “muito delicada” porque o cidadão em causa não quer deixar Santo Antão onde, segundo o Cônsul, diz sentir-se bem.

  1. man

    Ok, há um portugues ilegal em Santo Antao, a camara municipal paga uma pensao para o tipo viver. Ummmmm, porque nao é a Embaixada de PT a arcar com os gastos???
    Se fosse um filho de outra ilha ou mesmo de Santo Antao, ou de Africa, fariam o mesmo????
    Se fosse um caboverdeano em PT teriamos a mesma resposta dos nossos queridos mandrongues????

  2. Julay

    Que tristeza termos ainda pessoas a pensar assim….é de louvar a ação da Câmara Municipal do Porto Novo

  3. caboverdiano

    É incrivel !Continuamos a comportar como servos dos portugueses.Porque tanto alarido dessa noticia na comunicação social,entanto tempos patrícios nossos na mesma situação e ninguém tá aí.Os Caboverdianos por ventura são invisiveis para a imprensa portuguesa.

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