O estado da Nação dos mindelenses

24/07/2015 08:28 - Modificado em 24/07/2015 08:28

mindeloAs  bancadas da Assembleia Nacional estão em trabalho de preparação para o debate sobre o estado da Nação. Vários são os encontros, visitas, conferências com o intuito de auscultar as instituições e a sociedade civil sobre os problemas existentes. Todo este trabalho com o objectivo de estar melhor preparados para o debate do estado da Nação da próxima Assembleia que se realiza a partir da próxima segunda-feira, 27 de Julho.

É um debate sobre a Nação nos seus vários aspectos sociais e económicos e sobre o que a Nação pensa do “seu estado”. Em conversa com alguns cidadãos mindelenses, estes sentem que a Nação, no geral, “está bem, mas com muitos problemas”. Desemprego e desenvolvimento económico são alguns problemas traçados pelas pessoas.

“O problema de Cabo Verde, neste momento, é o desemprego”, afirma categoricamente Romilton Silva. Para este cidadão, tudo se tem complicado porque não há trabalho e aponta o dedo aos governantes que não têm feito muito para debelar esta situação que tem piorado com os anos.

Esta não é uma percepção única, muito pelo contrário. O desemprego é um problema em São Vicente que apresenta as taxas mais preocupantes de todas as ilhas. E nesta óptica, é apontado como o principal problema ao desenvolvimento do país. “Se não há trabalho é difícil para todos e não se consegue”, afirma Anderson Santos. Este cidadão também se preocupa com a questão do desemprego. Conta que já faz algum tempo que está no desemprego e que tem procurado mas, ainda sem sucesso. E neste sentido, espera medidas que possam ajudar a debelar esta situação.

A questão da segurança preocupa. Quando instado a pronunciar-se sobre a questão, revela que ainda existe um sentimento de insegurança no país e que espera que possa mudar. E se a situação da Polícia Judiciária e do Governo preocupa, deve haver um consenso entre as partes para encontrarem solução, isto pelo “importante” trabalho da PJ.

Mas o que as pessoas querem é que Cabo Verde se possa desenvolver e que haja um “sério” desenvolvimento para o crescimento do país. “Não se tem feito muito para que Cabo Verde se desenvolva”, é o sentimento expresso por Pedro Delgado que defende que a aposta deve ser no emprego de forma que as pessoas também possam contribuir para o desenvolvimento do país. Na mesma linha de pensamento, Rogério Santos, para quem o desenvolvimento de Cabo Verde vai acontecer quando as pessoas estiverem a viver de forma condigna, com emprego.

Mas o agradecimento é pelo facto do país viver em paz e não haver guerra. O pedido de Titina Cruz é que os que estão à frente do país possam trabalhar pelo país e não pelos partidos. “Cabo Verde merece”, desabafa.

  1. Silvério Marques

    Todas as coisas têm uma causa. Há desemprego e a causa é o fraco investimento em actividades produtivas e uma infraestructuração que endividou o país e demora a criar riqueza e no entanto a dívida está lé e tem de ser paga. O pequeno comércio cabo-verdiano faliu e agora é chinês. O salve-se quem puder e a ganância de salários chorudos leva as forças de segurança a considerarem-se mal pagas. Olham para cima de vêm salários milionários noutras classes profissionais. Resultado, acomodam-se e deixam a delinquência passar.

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