ASP antevê acontecimentos desagradáveis nos estabelecimentos prisionais

23/07/2015 08:44 - Modificado em 23/07/2015 08:44
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saída-cadeiaAí está mais um fogo para o Ministro da Justiça apagar. E este de grandes proporções se os guardas prisionais estiverem certos quando afirmam que temem pela segurança nas cadeias civis de Cabo Verde, antevendo “acontecimentos desagradáveis nunca antes ocorridos”. Este alerta foi dado pela Associação dos Agentes e Seguranças Prisionais (AASP), na Cidade da Praia, em conferência de imprensa promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços (STCS). Claudino Tavares, presidente da AASP adverte que “qualquer dia poderemos ter situações nas cadeias civis de Cabo Verde que deixarão a sociedade preocupada. Estamos em crer que vai haver surpresas desagradáveis, sobretudo, na Cadeia Central da Praia.

Os agentes estão a transmitir sentimento de insegurança. Esta situação foi ilustrada pelo vice-presidente da Associação, Alcindo Gonçalves ao revelar que “as cadeias centrais estão sobrelotadas, com agentes prisionais mal equipados e a abandonarem a profissão e com reclusos a serem transportados em viaturas privadas e sem as mínimas condições de segurança”. Vai mais longe ao afirmar que “é deveras preocupante no que toca à segurança dos reclusos, dos visitantes, dos técnicos sociais e dos próprios agentes”.

O presidente da STCS, João Mette, acusou o Ministério da Justiça de nem sequer ter tomado “as devidas considerações” face à fuga do presidiário, em Janeiro deste ano, que culminou com a morte do mesmo, para dar maior atenção à problemática da segurança prisional.

O sindicalista recorda que estas preocupações já foram comunicadas às instituições como o Provedor de Justiça, a Comissão Nacional para os Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC), alegando que a segurança prisional “é preocupante” e que a situação “está sob um barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento”.

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