Defesa de Edmar Rocha considera que ele é inimputável

21/07/2015 08:24 - Modificado em 21/07/2015 08:24
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tribunal mindeloElisabeth Santos, defensora de Edmar Rocha, arguido condenado a 20 anos de prisão por crime de homicídio agravado, mostra-se revoltada com a decisão do Tribunal quanto à condenação do arguido. A defesa mantém a convicção que o arguido é inimputável, uma vez que o comportamento do jovem de 26 anos demonstra sérios problemas mentais que não foram levados em consideração no Tribunal.

A aplicação da pena não agradou a defesa de Edmar Rocha, homicida de Cecília Brito, mulher de 92 anos que vivia em Alto São Nicolau, São Vicente.

Na audiência do julgamento, a defesa representada por Elisabeth Santos, considerou o seu constituinte “inimputável” e terá pedido a não condenação do arguido solicitando, assim, tratamento psiquiátrico, uma vez que o mesmo demonstrou claramente comportamentos de quem padece de distúrbios mentais, representando um perigo para a sociedade.

Apesar de não existir qualquer documento médico que comprove a insanidade ou não do arguido, Elisabeth Santos defende que durante a audiência do julgamento o arguido teve um comportamento anormal.

A defensora considera que não foi levado em consideração o comportamento anormal do arguido que, mesmo assim, foi condenado a uma pena de 20 anos de prisão. Tratando-se de uma pessoa que necessita de cuidados, a mesma continua a defender que o arguido deveria passar por um tratamento psiquiátrico devido às reacções de transtorno mental.

O NN sabe que o próprio Estabelecimento Prisional encaminhou o arguido para os serviços de psiquiatria onde tem vindo a receber tratamentos.

Ficou provado que na noite do dia 27 de Dezembro de 2014, o jovem terá escalado o quintal da residência de Mana Cecília partindo duas portas que dão acesso à casa. O arguido encontrou a vítima a dormir, acordou-a e agrediu-a. Ao reagir à agressão, o agressor terá colocado o lençol na boca e, posteriormente, agrediu-a com um vaso e um ferro de engomar.

O homicida terá arrastado a mulher para outro compartimento da casa onde lhe terá introduzido os dedos na vagina, depois de a ter agredido com espetadas de bengala e um ferro de engomar. Após a morte da vítima, o suspeito colocou o corpo dentro de uma mala onde, posteriormente, foi encontrado por um agente da PJ.

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