Assassino de Mana Cecília condenado a de 20 anos de prisão

21/07/2015 08:22 - Modificado em 21/07/2015 08:22
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prisaoEdmar Rocha de 26 anos, foi condenado a cumprir uma pena de prisão de vinte anos. O arguido estava a ser acusado da morte de uma idosa de 92 anos.

A Justiça condenou, nesta manhã de segunda-feira, o jovem acusado da morte da idosa Cecília Brito de 92 anos. Edmar Rocha foi condenado a uma pena única de 20 anos de prisão. O arguido estava a ser acusado da prática de três crimes, homicídio agravado, agressão sexual agravada e tentativa de roubo.

Cecília Brito foi brutalmente assassinada no dia 26 de Dezembro do ano passado dentro da sua residência em Alto São Nicolau, São Vicente. O corpo da idosa foi encontrado sem vida dentro de uma mala.  O relatório médico revelou que a vitima faleceu devido a um traumatismo crânio-facial grave com fracturas expostas.

Apesar de ter negado a prática dos crimes, ficou provado que o jovem terá escalado o quintal da residência de Mana Cecília partindo duas portas que dão acesso à casa e agredido brutalmente a idosa. O homicida terá  usado um vaso, um ferro de engomar e uma bengala para agredir a idosa provocando diversas contusões no corpo da  vítima.

Durante a audiência do julgamento, ficou ainda provado que o arguido vinha perseguindo a vítima, tendo esta demonstrado preocupação aos familiares que decidiram blindar as portas para maior segurança da casa. Um outro elemento que incriminou o arguido foi as marcas de sangue encontradas no pulôver do mesmo que tentou defender-se dizendo que tinha batido com a cabeça numa parede.

O Tribunal conseguiu provar que o arguido não foi de nenhuma forma coagido a confessar o crime pelos agentes da PJ conforme tinha afirmado durante a audiência do julgamento, uma vez que o arguido confessou de forma espontânea, organizada e com lógica.

De acordo com o Juiz, “da forma como o arguido descreveu os factos, o crime só poderia ser perpetuado por alguém que estivesse no local. Não houve dúvidas da conduta do arguido, pois não poderia ser outra pessoa a não ser o arguido”.

O arguido já tinha sido condenado no passado por crimes da mesma natureza e, posteriormente, veio a ser libertado porque o  exame de sanidade mental provou que ele sofria de perturbações mentais.

O Juiz entende que o arguido “agiu de forma livre e consciente”. Dados os factos provados, o Juiz entendeu condenar o arguido a 20 anos de prisão pela prática do crime de homicídio agravado e 3 anos pelo crime de agressão sexual. O arguido foi condenado a uma pena única de 23 anos de prisão.

O NN ficou a saber que na semana passada, o arguido foi ainda acusado de estar envolvido noutro processo. O arguido estava a ser acusado da prática de crime de tentativa de agressão sexual e outro de ofensa simples à integridade física contra uma jovem deficiente. Os factos ocorreram em Outubro do ano passado, um mês antes da morte de Mana Cecília, tendo sido o arguido preso e, sucessivamente, libertado.

Edmar Rocha foi condenado a 3 anos e 6 meses de prisão pelo crime de tentativa de violação e ofensa simples à integridade física. De facto, o arguido terá de cumprir um total de 23 anos e seis meses.

 

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