Desvio na Caixa Económica: PJ vai enviar o processo para o MP

21/07/2015 08:16 - Modificado em 21/07/2015 08:16

PJEste online sabe que a Policia Judiciária está prestes a terminar a investigação que lhe foi solicitada pelo Ministério Público sobre um desvio de milhares de euros de um cofre na Agência do Mindelo da Caixa Económica de Cabo Verde. Até sexta- feira o processo deve ser entregue ao MP que vai analisar e decidir se existem provas que indiciam crime, se sim faz a acusação e constitui os arguidos, se não pode mandar fazer novas diligências ou arquivar o processo.

Durante estes dias foi um corre-corre de funcionários da CECV a entrarem nas instalações da PJ na Mindelo, obrigando os agentes do departamento de roubo a fazerem horas extras. Esse departamento quis ouvir todas as pessoas que trabalham na referida agência, em particular os funcionários com acesso ao cofre. Estes foram interrogados mais de três vezes. Na agência a PJ tentou recolher impressões digitais dentro do cofre, um elemento importante para saber se pessoas não autorizadas tiveram acesso ao cofre. Também foi feito um levamento dos bens e do património das pessoas consideradas suspeitas.

Bancários com quem este online conversou consideram que, neste caso de acordo com o que é do conhecimento publico e que os envolvidos falam com amigos e familiares, é fácil determinar a responsabilidade. Esta no seu entender cabe “ aos guardiões do cofre “: o gerente e o tesoureiro. Mas saber quem retirou as notas e como pode ser missão impossível se não houver uma confissão. Um comentarista do NN que assina CSI e mostra conhecer bem os procedimentos bancários escreve o seguinte “A contagem dos valores dentro de um cofre é feito de duas formas: ou por maço de notas (normalmente amarradas com elástico ou mesmo plastificadas – seladas), ou por contagem individual (nota por nota, o que demora muito mais tempo).

Sendo duas as pessoas responsáveis pela gestão do cofre, uma forma de ludibriar o colega seria subtrair notas dos maços, partindo do princípio que o outro não iria verificar quantas notas estariam de facto dentro de cada maço. Esta prática, aliada a confiança pessoal (no outro colega), permite a que se subtraia valores durante algum tempo, sem ninguém se aperceber.”

 

 

  1. Familiar

    Quase todos os funcionários da referida agência sabem quem foi que retirou o dinheiro do cofre. Sou familiar de um dos responsáveis pelo cofre dessa Agência e esse meu familiar está com muito medo porque “a corda arrebenta sempre do lado mais fraco”. Ele não retirou o dinheiro e, logo, sabe que deve ter sido o outro colega a retirar o dinheiro. Mas como não tem provas…. fica calado. Se não foi o “João” é a “Maria” visto que são os únicos com acesso ao cofre.
    Investiguem melhor se faz favor.
    Alguém passava por um sufoco mensal, recorria frequentemente a descoberto bancário, mas de uns meses para cá ganhou um alivio… querem melhor pisto do que esta?

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