O armador do navio Vicente ouvido pela CPI

20/07/2015 01:41 - Modificado em 20/07/2015 01:41
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TuninhaO armador do navio Vicente vai ser ouvido, hoje, pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o sistema marítimo em Cabo Verde. Com a audição de Gerard Ascher  termina a audição das pessoas  que se considera  que  possam ter responsabilidades no afundamento  do  navio Vicente.

Durante quatro meses a CPI averiguou as circunstâncias em que se deu o acidente desse navio de quase 50 metros, que pertencia à Companhia Tuninha, a quatro milhas do porto de Vale dos Cavaleiros com 26 pessoas a bordo, de entre membros de tripulação e passageiros. Como se sabe  foram resgatadas 11 pessoas com vida e o corpo de um membro da tripulação, mas as outras pessoas continuam desaparecidas e os seus corpos não foram encontrados.

Os sobreviventes e os familiares têm acusado o dono do Vicente de falta de solidariedade e de não honrar os compromissos assumidos. Afirmam que  receberam da companhia carta de despedimento e foram para casa de mãos abanar. Sem emprego e sem dinheiro as vitima afirmam ter estado a sobreviver com várias dificuldades. Todos são pais e chefes de família com diferentes encargos. Indignado um dos entrevistados desabafa assim. “A companhia nos abandonou no mar e continuam nos abandonando em terra sem meios de sobrevivência porque não se importou com a dor e perda das vitimas e famílias das mesmas”.

Após a audição do armador Gerard Ascher, a CPI vai começar a apreciar o relatório produzido pelos deputados relatores Pedro Alexandre Rocha (MpD) e Julião Varela (PAICV).

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