MpD: Pensar Santo Antão dentro da Regionalização

20/07/2015 01:36 - Modificado em 20/07/2015 01:36
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MPDNo último fim-de-semana, o MpD deu a conhecer o ”Compromisso com Santo Antão” no ciclo de conferências já realizadas noutras ilhas, sob o lema “Ganhar os desafios da próxima década”. O líder do MpD, Ulisses Correia e Silva, presidiu o acto e questionou sobre as expectativas da ilha, afirmando que ninguém consegue responder à pergunta. “Não sabem dizer se há algum compromisso com o seu crescimento económico, com a sua taxa de desemprego, com a redução do índice de pobreza, com a melhoria dos indicadores de saúde, ou se há algum compromisso em criar ambiente empresarial favorável para o seu desenvolvimento económico. Ninguém sabe responder”.

E, nesta perceptiva, Correia e Silva teceu críticas ao Governo afirmando que o país não pode perder a ambição de se desenvolver e que os jovens não podem perder a esperança face à difícil situação em que vivem. “Baixar os braços perante a pobreza, o desemprego e a insegurança é a pior resposta que se pode dar ao país, a nós próprios, aos nossos filhos e às próximas gerações.

“Submetermo-nos à estratégia do assistencialismo e do condicionamento, é submetermos este povo trabalhador à humilhação. Nenhum país se desenvolve na base da assistência. Ninguém sai da pobreza na base da assistência”. Esta foi a posição tomada pelo MpD garantindo que em 2016 mudará de estratégia, passando a um Governo de produção e não apenas de assistência.

Defendeu a regionalização durante o encontro. Com um Governo Regional em cada ilha, vamos criar a inter-sectorialidade, que permite com que a responsabilidade seja devidamente identificada. Não é só uma questão de responsabilização mas também de motivação, porque vai criar condições para trazer mais técnicos da ilha para Santo Antão. Eles vão induzir directamente o desenvolvimento e criar condições de serviços de proximidade mais eficientes”, afirmou.

Desdramatizou a questão do aumento de custo com os governos regionais e diz que a regionalização vai aumentar os proveitos, investimentos e melhores condições para criar riqueza e desenvolvimento. E no que tange a Santo Antão, diz que a regionalização vai “olhar para a ilha baseando-se na sua realidade e nas suas potencialidades, no contexto de desenvolvimento nacional”.

Sobre os serviços descentralizados do Estado, diz que não têm responsabilidade perante as populações e não respondem perante elas. E que esses serviços têm uma visão desintegrada e dispersa da realidade da ilha. Prometeu que serão excluídos do compromisso de regionalização.

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