José Manuel Vaz acusa MJ de “facilitar o tráfico de droga e o terrorismo em Cabo Verde”

17/07/2015 08:02 - Modificado em 17/07/2015 08:54
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jose_manuel_vazEm reacção às declarações do Ministro da Justiça, o presidente da CCSL acusa o governante de “ facilitar o tráfico de droga e o terrorismo em Cabo Verde”

O Presidente da Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), José Manuel Vaz diz que o Ministro da Justiça está a aproveitar-se da sua condição para se vingar da Polícia Judiciária. “Não há outra leitura possível, pois ele foi director da PJ. O seu relacionamento com o pessoal da PJ, não foi dos melhores e ele foi promovido a Ministro da Justiça que tutela a PJ. Um terreno fértil para ele fazer o ajuste de contas com o pessoal da PJ. É isto que ele está a fazer neste momento”, acusa.

Na óptica de Vaz, o Ministro da Justiça faltou de forma clara ao respeito a esta classe ao classificá-la de mercenários. Vai mais longe e acusa José Carlos Correia de “estar a facilitar os narcotraficantes e a permitir a entrada de terroristas no país”.

E chega mesmo a dizer que quem quiser entrar com drogas ou com dinheiro pouco claro pode entrar em Cabo Verde.

Avança que “ninguém sabe o que aconteceu em Fevereiro na primeira greve e agora em Junho na segunda greve. Ninguém sabe as consequências que essa greve trouxe para o país e o Governo não se importa. E quando há abertura para a entrada em Cabo Verde desses negócios, não sabemos no que estamos e o Ministério da Justiça também está a permitir que isso aconteça”.

Deixa ainda espaço para dúvidas sobre o que pode acontecer, porque segundo Vaz, “não sabemos o que está lá em cima a acontecer porque há países em que há ministros e primeiros-ministros metidos nessas coisas. Não sabemos se o nosso Ministro está metido”, diz Vaz.

Acusa ainda o Ministro de não conhecer o plano de cargos e carreiras e salários da administração pública (PCCS).

“Um equívoco muito grande que não deveria partir da sua responsabilidade quando o próprio Ministro da Justiça não conhece o PCCS e o quadro administrativo da administração pública”.

A Polícia judiciária está enquadrada no sistema de quadro privativo, por isso, deve ser integrada de acordo com o estipulado na lei, esclarece o presidente da CCSL.

Caso não houver um acordo entre as partes interessadas no processo, José Manuel garante que pode acontecer de tudo, não só com a PJ, mas com todas as classes profissionais e trabalhadores cabo-verdianos e a sociedade cabo-verdiana.

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