Fonte Mestre: Moradores pedem solução para problemas da falta de água e esgoto

15/07/2015 07:55 - Modificado em 15/07/2015 07:55

sem aguaProblemas de esgoto e iluminação preocupam moradores da zona de Fonte Mestre, Chã de Alecrim. Para além de contribuírem para as despesas de iluminação pública e saneamento, os moradores de Fonte Mestre em São Vicente perguntam “o que mais devem fazer para terem iluminação e esgoto na zona”. Há alguns anos que foram construídas várias casas, a maioria já habitada, mas sem acesso à água e esgoto, sem falar da fraca iluminação pública.

O problema da falta de água e esgoto está na lista de reclamações dos moradores que dizem não aguentarem mais a situação de descaso que se instalou na zona. Eles pedem providências para se sanar o problema que piora de dia para dia.

Pedro e a sua companheira vivem há três anos em casa própria e dizem estarem cansados de procurarem solução ao problema.

O casal diz que os moradores estão descontentes e que querem ver a situação resolvida com urgência. As despesas com a água adquirida através dos autotanques representam um grande custo para as famílias. Mensalmente é necessário despender 4500 escudos para obter água, “um custo insuportável para quem tem um salário irrisório”.

Ana é uma outra moradora indignada com a situação. “É inaceitável que uma zona com habitações, estradas e com todas as condições não tenha acesso à água, um bem de primeira necessidade ou tenha falta de esgoto”. Para a entrevistada, a situação não beneficia a zona, pois as pessoas são obrigadas a deitarem a água suja na rua porque não têm esgoto ou a fazerem as necessidades fora de casa porque não existem condições em casa.

As famílias de Fonte Mestre também enfrentam o problema da fraca iluminação pública. Reclamam que pagam impostos para terem acesso aos serviços, “não é justo estarmos nesta situação”.

Os moradores afirmam que as autoridades têm conhecimento do problema e da indignação das famílias que pedem melhorias nas condições de vida da zona.

  1. Iluminaçao Publica é um problema em todas zonas, bem como da água e de esgotos. Se a zona Fonte Mestre em chã de alecrim espera à 3 anos, e o que dizer da zona lombo de curzinha em Ribeirinha que já lá vão dezenas de anos, isto é com projectos de Arquitectura da Câmara.

  2. Fonseca

    Solidário com os moradores de Fonte Mestre e também de Alto Doca que só recebem obras de qualificação e infraestruturação urbanas de campanha em campanha eleitoral. Esta zona, aquando das última campanhas recebeu uma iluminação pública de luxo na parte frontal, de cara para a Cabnave, numa avenida em construção, ainda com muito pouca densidade humana (habitantes por metro quadrado) e de circulação de pessoas e umas gambiarras de uns 40 a 60 W, na zona habitada e muito circulada. Da mesma forma, que fora contemplada com um projeto a medida (Taylor made) de ligação de água e esgoto a partir das redes públicas de uma forma totalmente desarticulada e partidarizada, com muitas habitações a receberem água sem esgoto, e outras a receberem esgoto sem água, continuando os que não podem reunir de uma vez 4.500$00 para um autotanque de 5 m3, a carregar água em latas. Como que as entidades oficiais responsáveis não sabiam que água e saneamento públicos andam de mãos dadas. Assim, sem querer atirar-me a ninguém em particular, mas ao problema em si, aos gestores dos projetos do Governo (incluindo MCA e Electra) e da Camara Municipal, pedia articulação e solução rápidas do problema que essas famílias compostas por gente honesta e trabalhadora enfrentam, da precariedade e injustiça tarifária no acesso aos bens e serviços públicos, como sejam a água potável, o saneamento e a energia elétrica, quando são taxados como quaisquer outras que vivem nas zonas nobres da Cidade; pois pagam as suas contas …

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