Desvio de 270 mil euros na CECV: O cofre não foi arrombado

15/07/2015 07:49 - Modificado em 15/07/2015 07:49

eurosA Administração da Caixa Económica de Cabo Verde continua sem confirmar nem desmentir a notícia divulgada por este online de que foram roubados do cofre da agência da Av. 5 de Julho na cidade do Mindelo, cerca de 270 mil euros, aproximadamente 30 mil contos.

Mas o certo é que houve roubo e está a ser investigado pela Polícia Judiciária que esteve na agência a recolher indícios, assim como impressões digitais dos funcionários da agência. A PJ também não confirma as investigações, embora admita que esteve na Caixa da Av. 5 de Julho e recebeu alguns funcionários nas suas instalações. Mas o processo é tutelado pelo Ministério Público que ordenou a investigação e que aguarda a conclusão para depois decidir se a investigação forneceu provas suficientes para avançar para a acusação. E  neste sentido a investigação não se limita “ao cofre” mas, também   “passar a limpo “ a vida dos suspeitos, em particular os bens que possuem e  a sua origem.

 Por isso, nesta fase não se consegue saber como se deu o desvio de cerca de 30 mil contos do cofre da agência da Av. 5 de Julho. Um ex-bancário contactado pelo NN entende que o dinheiro não foi retirado de uma só vez: “normalmente, os bancos não têm quantias elevadas em divisas”. E acrescenta que “a haver desvio, foi feito por pequenas tranches e durante muito tempo”. E não tem dúvidas que um desvio dessa natureza não pode ser feito apenas por uma pessoa. “No caso do banco onde eu trabalhava, a abertura do cofre era sempre feita na presença de duas pessoas, normalmente o tesoureiro e o gerente. O dinheiro é contado no início do expediente e no fim”, por isso, não entende como “tenha sido possível que esse desvio não tenha sito detectado logo”.

O NN apurou que o cofre não foi arrombado, por isso, o desvio terá sido feito por pessoas com acesso ao cofre. Um comentário anónimo inserido no NN e, ao que tudo indica, trata-se de alguém que conhece do assunto, esclarece o seguinte: “O Safe Deposit Box (cofre) é o único local seguro dentro de um banco. Normalmente, abre por chaves e/ou código secreto, sendo que nalguns casos é-lhe adicionada a abertura retardada para aumentar ainda mais a sua segurança. Normalmente, o cofre de uma agência é da responsabilidade do gerente e do seu tesoureiro, pelo que caso este não seja arrombado, são estes dois funcionários que devem responder perante qualquer situação. A movimentação de valores no cofre requer no mínimo duas pessoas, pelo que este é o crime mais fácil de se solucionar”.

  1. CSI

    O cofre, para além de ser seguro, a sua área deve ser a mais securizada de um Banco. Câmaras CCTV in/out direccionadas para o cofre/ou dentro do cofre e com ângulos entre 180º – 360º garantem o registo de todos os movimentos in/out, sendo que a movimentação dos valores (monetários e outros) é um procedimento que requer no mínimo dois funcionários (com níveis de autorização diferentes), os quais auditam os respectivos procedimentos (contagem, subtracção/acréscimo de valores, e verificação). Posto isto, só não chega à conclusão de quem foi o responsável, quem não quer.

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