Um ano depois do conflito, Gaza ainda em ruínas

9/07/2015 08:52 - Modificado em 9/07/2015 08:52
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gazaNos 50 dias que durou a mais recente ofensiva militar israelita contra a Faixa de Gaza, a terceira em sete anos, morreram 2251 palestinianos, incluindo 551 crianças, enquanto do lado israelita morreram 73 pessoas, a maior parte (67) soldados.

Mais de 10 mil palestinianos ficaram feridos – “incluindo 7 mil mulheres e crianças”, segundo a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) – no enclave com 1,8 milhões de habitantes, 70% dos quais com menos de 30 anos.

Um ano depois da ofensiva militar, “a maioria dos doentes com necessidade de cirurgias ou fisioterapia, relacionadas com os ferimentos de guerra, tem menos de 18 anos”, diz a organização.

Segundo a ONU, centenas de milhares de habitantes de Gaza precisam de cuidados médicos ou apoio psicológico. No entanto, segundo os MSF, “70 estruturas de saúde foram parcialmente ou totalmente destruídas durante a ofensiva” e a reconstrução está parada.

“Bomba relógio”

As causas e as consequências do conflito de 2014 entre Israel e milícias palestinianas da Faixa de Gaza continuam por resolver, denunciou a agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA).

“Um ano depois do devastador conflito que causou a morte a cerca de 1500 civis, incluindo 551 crianças, as causas do conflito continuam por resolver”, afirmou o comissário-geral da agência, Pierre Krähenbül, num comunicado.

O responsável sublinha no texto que “o desespero, a miséria e a negação da dignidade” resultantes do conflito e do bloqueio israelita se tornaram parte do dia-a-dia dos residentes de Gaza que não morreram no conflito.

“As cicatrizes físicas e psicológicas veem-se por todo o lado na Faixa de Gaza. Inúmeras crianças vivem com os traumas sofridos durante a guerra e mais de mil com deficiências permanentes. Isto deveria lembrar-nos que os conflitos se medem pelo custo humano que infligem”, afirmou.

Krähenbül refere a difícil situação dos sobreviventes, afirmando que nem uma das 12 mil habitações destruídas pelos bombardeamentos foi reconstruída, deixando 120 mil pessoas sem abrigo, e que a taxa de desemprego, de cerca de 43%, retira perspetivas de futuro aos jovens. “Esta situação é uma bomba relógio para a região”, sublinhou.

jn.pt

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