OfiArte: Industrialização do Carnaval já é uma realidade

9/07/2015 08:46 - Modificado em 9/07/2015 08:46
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Gilda Silva é uma das vencedoras do Concurso de Empreendedorismo Feminino em São Vicente e o nome escolhido para a empresa é OfiArte. Esta é um projecto que sai do papel e estará no mercado do trabalho em Setembro, onde um dos objectivos é industrializar o Carnaval assim como contribuir para o aumento das jovens mulheres empreendedoras, fomentar o auto-emprego e consciencializar a população para o consumo do produto nacional, afirma Gilda.

“A ideia surge há cerca de 4 anos, onde eu e uns amigos temos vindo a trabalhar pontualmente na época do Carnaval. Hoje, somos sócios e promotores do projecto numa sociedade por quotas” que dá origem à OfiArte. Esta é uma oficina que produz, comercializa, aluga e expõe peças ligadas à arte e ao Carnaval. Também oferece produtos de diversas áreas da indústria como, por exemplo, peças destinadas à restauração e hotelaria, acrescenta Gilda Silva.

Porém, só a ideia não basta. Há que ter meios para a desenvolver, assim como algum conhecimento de como gerir uma empresa que surge a partir de um conceito. Assim, a formação na ADEI é considerada pela vencedora do Concurso de Empreendedorismo Feminino como a cereja no topo do bolo, ou seja, “aprendi como desenvolver um plano de negócio e a gerir uma micro empresa. Desta forma, estou confiante com o meu projecto e acredito que a OfiArte é um negócio sustentável e viável porque temos visão, metas e objectivos definidos que valem a pena investir para fazer com que saia do papel e avance com rumo ao seu desenvolvimento”, refere a mentora do projecto.

O auto-emprego é um dos objectivos da OfiArte mas existe uma vertente social a ser explorada, assegura Gilda Silva. Esta afirma que “um dos nossos principais objectivos é contribuir  para uma causa social e justa na qual iremos trabalhar com jovens artistas em situação de risco”. Isto porque o que a OfiArte irá ter em conta não é o currículo mas sim o dom e a paixão pela arte, logo, há espaço para que os jovens artistas em situação de risco possam integrar-se no projecto no qual se está a trabalhar uma parceria, justifica a empreendedora Gilda.

Ofiart

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