Internautas criticam PCA dos TACV: “Ele vai mandar a TACV para o cemitério”

9/07/2015 08:29 - Modificado em 9/07/2015 08:29
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TACVO Presidente dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), João Pereira Silva, anuncia a possibilidade do encerramento da empresa a curto prazo. Isto faz eco na sociedade e alguns cabo-verdianos criticam a atitude do PCA da companhia aérea nacional e há quem questione “e agora, Governo de Cabo Verde?”

“A atitude do presidente dos TACV não é adequada, visto que anunciar o fecho da empresa, de nada é benéfico para Cabo Verde. Assim, é como colocar os seus funcionários a trabalharem com a faca ao pescoço com a iminência de ficarem desempregados”, diz Lúcio Pires. Ainda há quem considere que é especulação o anúncio feito pelo PCA dos TACV e Orlando Rodrigues questiona “onde está a novidade? A TACV está na iminência de fechar há décadas. Sempre funcionou no vermelho, aliás como todas as companhias de bandeira que conheço. Todas elas, Air France, British Airways, KLM, Lufthansa e outras, já estiveram em falência técnica em vários momentos das respectivas histórias. São os esforços dos Estados a que pertencem que as impedem de fechar”. Contudo, o debate nas redes sociais continua e a culpa da situação financeira da TACV também é estendida aos três administradores que antecederam João Pereira e Silva. Assim, Manuel Aguiar diz que “três administradores desta companhia foram os causadores desta falência, o canadiano estragou-a, o Tony mandou-a para o hospital e este último vai mandá-la para o cemitério”.

Outros internautas afirmam que estão incrédulos com o “fecho das portas da TACV a curto prazo”, mas também algumas questões são colocadas: “E agora, Governo de Cabo Verde? Que outras medidas foram tomadas pelo PCA durante a sua gestão, para reestruturar a TACV, para além de subir as tarifas? O que é melhor? Subir as tarifas e ficar com os bancos vazios arrecadando menos receitas (visto que os custos de viagem continuam a ser iguais) ou baixá-las tendo os bancos ocupados e impedir que a nossa companhia de bandeira entre em falência definitiva (quer dizer fechar as portas)”.

O facto o é que o encerramento da TACV parece não ser a solução para alguns, mas não só críticas e questões são direccionadas para o PCA da TACV: também algumas sugestões e “perante esta notícia pergunto: quando queremos equilibrar o nosso orçamento, qual é a primeira medida que adoptamos? Com certeza que é a diminuição de custos. Então, TACV, porque não começar por aí? E por onde é mais controlável! Exemplo: regular, diminuir e moralizar as várias “low cost” viagens dos 400 e tal funcionários. Sugestão: fazer previamente um estudo previsional. Fica a dica”, diz Jaqueline do Rosário. Porém, outros cruzam os dedos para que a previsão do PCA não se concretize e Augusto Lima refere que “espero bem que isso não aconteça para o bem de todos. Porque a Binter não vai voar para Maio com 2 ou 3 passageiros porque alguém há-de pagar”.

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