Coligação faz 16 ataques aéreos numa só noite contra capital do Estado Islâmico

6/07/2015 09:05 - Modificado em 7/07/2015 08:47

guerraA coligação aérea liderada pelos Estados Unidos lançou na noite de sábado “um dos mais significativos ataques” contra o autoproclamado Estado Islâmico desde o início das operações contra os jihadistas na Síria, em Agosto de 2014. O ataque, que coincidiu com o Dia da Independência norte-americano, atingiu 16 alvos militares em Raqqa, o centro administrativo do grupo extremista e a sua autoproclamada capital.

A operação de sábado feriu dezenas e matou pelo menos 23 pessoas, a maioria combatentes jihadistas. Morreram também seis civis, entre eles uma criança, avança o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que tem uma rede de activistas no terreno que monitorizam o conflito sírio. O Estado Islâmico divulgou um vídeo nas redes sociais em que mostrou imagens de crianças feridas no ataque aéreo.

Os bombardeamentos — “conduzidos com precisão”, de acordo com um comunicado da coligação — atingiram “redes de transportes e comunicações” do grupo extremista em Raqqa.

“Os importantes bombardeamentos desta noite foram executados para negar ao Daesh [o nome comum em árabe para o Estado Islâmico] a capacidade de fazer movimentações militares da Síria para o Iraque”, disse no sábado Thomas Gilleran, tenente-coronel norte-americano da coligação aérea.

Esse objectivo foi cumprido, de acordo com Brett McGurk, do gabinete da Casa Branca para os assuntos da Síria e Iraque e enviado dos Estados Unidos para a coligação de combate ao Estado Islâmico (EI). “Dezasseis ataques aéreos de precisão em Raqqa vão restringir ainda mais a capacidade de o ISIL [EI] de operar a partir da sua autoproclamada capital”, escreveu o norte-americano no Twitter.

A coligação liderada pelos Estados Unidos já conduziu cerca de 2600 ataques aéreos no Iraque e 1600 na Síria. Cerca de um milhar dos bombardeamentos na Síria aconteceram na cidade curda de Kobane, perto da fronteira com a Turquia, nos meses em que as milícias curdas disputavam a cidade com os extremistas islâmicos.

 

publico.pt

  1. Adam de Brito Lopez

    Se a Coligação não se acordar a tempo estamos feitos. O Direito de Ingerência tem ser uma realidade contra a barbaridade e para a defesa da nossa civilização. Para haver a liberdade hà que haver a fraternidade e so depois a igualdade é admitida.

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