Suspeito participa da reconstituição do crime

6/07/2015 08:48 - Modificado em 6/07/2015 08:48
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Reconstituiçao de crime (1)O Juiz Antero Tavares procedeu, na passada sexta-feira, à reconstituição do crime de homicídio ocorrido em Dezembro passado na residência da vítima Cecília Brito, mulher de 92 anos da zona de Alto de São Nicolau, ilha de São Vicente. Edmar Rocha, de 26 anos, é indiciado de um crime de homicídio agravado e foi conduzido da Cadeia de São Vicente para a habitação onde terá morto a idosa.

O Juiz Antero Tavares que procede ao julgamento do indivíduo acusado de ter assassinado Cecília Brito de 92 anos, conhecida por “Mana Cecilia”, foi conhecer o local onde ocorreu o crime.

Na presença de dois peritos e do suposto homicida, o magistrado quis esclarecer alguns factos que constam da acusação. O objectivo é apurar a credibilidade dos depoimentos e esclarecer algumas dúvidas em relação ao espaço onde tudo aconteceu.

O NN acompanhou, na passada sexta-feira, 03, a reconstituição do crime de homicídio da idosa Mana Cecília. Sob forte segurança Policial do Corpo de Intervenção e de agentes prisionais da GESP para garantir que a reconstituição decorresse em segurança, Edmar Rocha foi conduzido ao local do crime, onde foi questionado pelo Juiz sobre a ocorrência.

Perante a perícia judicial que contou com a presença do Juiz, do Ministério Público, dos agentes da PJ e restantes intervenientes na investigação, o juiz inquiriu sobre os factos que constam da acusação. A defesa do arguido não participou na reconstituição pois, apesar de se encontrar no Tribunal à hora marcada, não se apercebeu da saída da equipa para o local do crime.

Depois de fazerem a reconstituição do crime, regressaram ao Tribunal, onde o Ministério Público deu continuidade às alegações na segunda audiência do julgamento.

O Ministério Público procedeu às suas alegações considerando que “antes da data dos factos, havia uma denúncia da vítima contra o arguido e de mais idosas, factos esses que vieram a ser comprovados pelos familiares da vítima, pois esta era perseguida pelo arguido”. Ainda assim, o arguido já tinha sido condenado por crimes do mesmo teor, ou seja, agressão sexual contra idosas.

Na primeira audiência do julgamento, Edmar Rocha terá negado a autoria do crime alegando ter sido coagido a confessar o crime, pois foi agredido pelos agentes da PJ e que no dia da ocorrência não saiu de casa.

Quanto às declarações do arguido que diz ter sido coagido pelos agentes da PJ, o MP, avança que “em nenhum momento ficou provado que o arguido foi agredido ou forçado pelos agentes, pois não houve motivos para se imputar os factos”. Um outro facto que segundo o MP indicia o arguido como sendo o autor do crime, é o facto dos agentes da PJ terem encontrado vestígios de sangue no pulôver que o arguido trajava no dia seguinte ao crime.

Para o magistrado, as declarações do arguido não têm fundamento quando defende que sofreu um arranhão ao bater com a cabeça numa parede da sua vizinha. Numa visita feita ao local, o MP diz não ter encontrado qualquer objecto saliente que possa induzir ao tal embate. Assim sendo, o MP considera que o arguido praticou o crime e “não se apercebeu que o arguido pudesse estar inimputável”.

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