JCF: “independência não tem preço”

6/07/2015 08:24 - Modificado em 6/07/2015 08:24
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jcfA Assembleia Nacional, na Cidade da Praia, recebeu a sessão solene de comemoração do 40º aniversário da Independência Nacional. Um momento marcado pela reflexão do significado dos eventos de 1975, um percurso que terminou com a proclamação da independência e os ganhos do país nestes quarenta anos de independência. Uma singela homenagem ao povo cabo-verdiano esteve presente nas diversas intervenções.

O Presidente da Assembleia Nacional, no início da sessão, pediu uma “sessão com brilho à altura” da ocasião. Os representantes dos três partidos políticos com assento no Parlamento usaram da palavra, assim como o Presidente da República e da Assembleia.

Para Jorge Carlos Fonseca, Presidente da República, a “independência não tem preço” já que se trata de um valor essencial agregado à dignidade humana. Ao que o Presidente da Assembleia, Basílio Mosso Ramos, acrescenta que “valeu a pena a independência”.

O percurso mostra que “somos” capazes de construir um país viável, com uma certa estabilidade em vários sectores. Mas, no momento da comemoração, falou de vários aspectos que ainda precisam de ser melhorados, apesar das conquistas conseguidas. E nesta lista, incluiu a reforma do Estado, a justiça, a educação e a necessidade de aceleramento do crescimento.

O Presidente reconheceu o contributo essencial do povo da Guiné-Bissau na causa da independência. Assim também como elogiou o desempenho e o desejo da nação cabo-verdiana na causa da independência e os sacrifícios e esforços feitos durante todos estes anos de história.

“Perante todo o esforço, trabalho e sacrifícios do povo, dando o seu contributo para a independência, aqui manifesto com júbilo e orgulho com o povo e a classe política de rememorar o processo histórico”, manifestou António Monteiro, da UCID. Monteiro elogia o processo do país acrescentando que ainda há muito por fazer. E, neste sentido, sugere que é preciso repensar Cabo Verde, os seus problemas e encontrar as linhas de força e trabalhar no sentido de melhorar o país.

 Elísio Freire, do MpD, elogiou o esforço na perseverança dos sonhos. Mas Elísio acredita que o percurso tornou os cabo-verdianos maduros e conhecedores da sua história. Mas o percurso é marcado, segundo este deputado, por momentos difíceis. O líder da bancada do MpD fala da necessidade de mudanças e de melhorias para que estas possam ter efeito na vida das pessoas. “Tem de haver um melhor exercício do poder e os actos de governação fiscalizados pelos cidadãos”.

Felisberto Vieira, líder da bancada do PAICV fez, no seu discurso, um balanço destes quarentas anos de independência. Dos muitos balanços que podem ser feitos disse que valeu todos os sacrifícios. “A independência é nossa porque foi assumida por todos os cidadãos”. E mostra-se confiante no percurso que o país tem feito com avanços em diversas áreas.

A sessão contou com a presença da camada política nacional, da sociedade civil e de várias representações diplomáticas no país, com destaque para a presença do Primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho.

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