Recordar o 5 de Julho de 1975

3/07/2015 08:50 - Modificado em 3/07/2015 08:52

independenciaA 5 de Julho de 1975, a ilha de São Vicente acolhia a cerimónia da Independência de Cabo Verde. O marco histórico extraordinário da independência ficou para sempre na memória dos que viveram e presenciaram o momento.

Eusébio Fonseca tinha apenas 13 anos quando assistiu ao marco da independência em São Vicente. “Foi um momento de grande alegria, emoção e sentido de liberdade. O povo cabo-verdiano sentiu-se livre”.

Após 40 anos, Eusébio recorda com entusiasmo o momento marcante da independência. Em entrevista ao NN, Eusébio, ou Zé como é conhecido entre os conhecidos, diz recordar o dia com muita satisfação. Após a trajectória que marcou profundamente a população cabo-verdiana, “hoje o povo sente-se orgulhoso”.

Embora ainda criança, Eusébio conta que o povo passou por situações difíceis, seca, fome, mas manteve-se sempre confiante e com espírito de luta. Eusébio recorda que a 5 de Julho de 1975 permaneceu na “Morada” juntamente com os pais, Amélia e Candim.

Devido à sua pequenez, a multidão não lhe deixava ver o que acontecia lá mais à frente, mas percebia que havia bandeiras, gritos, mensagens em cartazes e muita música. Pendurado no “catchaço do pai” conseguiu ver uma grande multidão de pessoas, uns cantando, outros gritando de braços levantados proclamando a liberdade há muito desejada pelo povo cabo-verdiano.

Consegue-se perceber que o entrevistado se emociona ao contar a história marcante que viveu ainda enquanto criança, embora a memória tenha falhado alguns detalhes. Na sua gaveta guarda várias fotografias que lhe fazem recordar o momento, apesar das marcas da antiguidade que dificultam a visibilidade das imagens.

Questionado acerca do desenvolvimento do país após a independência, o mesmo considera ter conseguido “grandes avanços”. No que toca à educação, à saúde, à economia, o entrevistado diz-se satisfeito com o desenvolvimento apesar de esperar muito mais.

O mesmo acredita que o povo cabo-verdiano sempre foi lutador e que nos próximos anos pretende ver Cabo Verde a triunfar e os cabo-verdianos a viverem dias melhores porque, ainda assim, com algumas vitórias, o país e os trabalhadores cabo-verdianos merecem ser também compensados pelo contributo em prol do desenvolvimento do país.

  1. Djê Guebara

    Boa entrevista com Zè fidje de Candim que foi meu grande amigo. Pois sempre òptimista porque nòs que nascemos nos tempos coloniais nunca vimos os grandes avanços que hoje em dia têm os nossos cidadãos. No campo desportivo temos os caboverdeanos espalhados por todos os cantos do mundo. Aqui perto donde sou residente cuando vejo o futbol mexicano vejo o caboverdeano “Djanini” jogando por Santos Laguna me enche de emociones e as vezs con ganas de chorar de ver um caboverdeano triunfar em paises distantes, e que nos tempos coloniais não existia essas posibilidades.Viva nossa independencia, Gloria imortal aos nossos combatentes da Pàtria.

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