São Nicolau: Recordar o 5 de Julho de 1975

2/07/2015 07:47 - Modificado em 2/07/2015 07:47

independenciaCabo Verde viveu mais de 500 anos debaixo do regime colonial português, sem nome nem voz e sem liberdade de expressão. O povo de São Nicolau não ouviu falar do 5 de Julho. Ele participou activamente na construção do 5 de Julho. Era necessário sacudir o jugo vergonhoso do colonialismo. Ele viveu aquela realidade das fomes, do analfabetismo, da pobreza extrema, da emigração forçada, do desprezo evidente pela cultura cabo-verdiana. “Não nos equivocamos se dissermos que Cabo Verde parou naquele instante, São Nicolau também, ninguém se mexeu, ninguém tossiu”, diz Baltazar Neves.

“São Nicolau, desdobra-se e dá lugar a saraus culturais abrilhantados por vários conjuntos musicais vindos de São Vicente. A 5 de Julho de 1975, efectivamente, a exaltação foi indescritível para todo o sanicolauense, sobretudo para os mais jovens que de todos os cantos da ilha se juntaram na vila para, às zero horas do dia 5 (meia noite), escutarem pela emissora “Rádio Voz de Cabo Verde” a proclamação da independência nacional na voz sonante e inconfundível de um dos mais admirados combatentes da Liberdade da Pátria, o camarada Abílio Duarte”, salientou Baltazar Neves.

Carlos Gomes diz que falar do 5 de Julho é renovar o sangue cabo-verdiano nas veias de todo e qualquer filho desta terra que viveu, nessa data, toda aquela azáfama dos preparativos para içarmos a nossa própria bandeira, cantarmos o nosso hino e, a partir daí, arregaçar as mangas para, com vontade e determinação, construirmos, com dignidade, a nossa própria identidade. Lutou-se com realismo e consciência clara para a vitória e recuperação da nossa dignidade, recuperou-se o nosso amor-próprio, a nossa auto-estima a nossa auto-confiança, sempre alimentados pela sede de liberdade e pelas orientações claras e objectivas dos nossos dirigentes.

“Para nós, o 5 de JULHO, não é uma data qualquer. É a data do nascimento de um povo livre e independente, é um marco indelével na nossa história, é o nosso orgulho, é a nossa certeza de que sabemos bem o que queremos e que respeitaremos e honraremos, sempre, a memória daqueles que, em troca da sua juventude generosa, do seu sangue ou da própria vida, nos deram, livre, esta Nação”, afirmou Carlos Gomes.

Segundo Baltazar Neves, a exaltação e a celebração do dia 5 de Julho não terminou por ali. Todos aguardavam, ansiosamente, pelo baile planeado e que se realizou no recinto desportivo do Seminário-Liceu de S. Nicolau até ao amanhecer para, de seguida, irromper pelas ruas da vila Ribeira Brava, terminando no “Terreiro”, abraçando os camaradas, os amigos e dando vivas altíssonas ao PAIGC e à Independência Nacional, à Independência de Cabo Verde.

  1. Djê Guebara

    Viva 5 de julho, Viva à nossa Indepedência. Honrra e Glòria aos nossos imortais combatentes da Patria. Amilcar Cabral o genial politico, o homem que criou o P.A.I.G.C.

  2. Maria Jose

    Oh Balta bai pa m… Na SN bo ca tem lugar

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.