Assembleia Nacional: Deputados nacionais do círculo das Américas contestam preço das tarifas da TACV

30/06/2015 07:52 - Modificado em 30/06/2015 07:52
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parlamentoOs custos das passagens da Praia para Providence estiveram em debate na sessão da Assembleia Nacional. O problema foi levado pelos deputados Cristiano Monteiro, do MpD, e Sidónio Monteiro, do PAICV. Durante o período antes da ordem do dia, esses dois deputados expuserem as suas preocupações.

Para Cristiano Monteiro, os cabo-verdianos nos Estados Unidos da América não podem continuar “a pagar os custos de uma política de transportes aéreos errada e de uma gestão ineficiente”. E questiona até quando vão continuar a cobrir as deficiências de gestão e responsabilização da comunidade nos Estados Unidos. “Os cabo-verdianos querem visitar a sua terra a um preço justo e na nossa companhia de bandeira”, reitera Cristiano Monteiro.

Para Sidónio Monteiro, não se consegue entender a razão do aumento exorbitante das tarifas no momento, “mas apelamos aos órgãos dirigentes da companha a agirem com bom senso em nome dos superiores interesses das nossas comunidades”.

As bancadas do MpD e da UCID juntaram-se à voz dos deputados levantando outras questões. Para Elísio Freire, líder parlamentar do MpD, “o governo, hoje e agora, tem de assumir as responsabilidades pelo caos que se vive no sector dos transportes aéreos”.

Para a UCID através do deputado António Monteiro, o primeiro-ministro tem de liderar o processo, fazendo com que as empresas acatem as recomendações das entidades. “Não podemos estar a pagar as entidades reguladoras a preço de ouro para as suas decisões não serem levadas em consideração”, avança António Monteiro. Acrescenta ainda que se estas entidades não estão a servir ou se não servem, sugere que sejam poupados os custos de funcionamento das mesmas e que o dinheiro possa ser usado para melhorar a vida das famílias nacionais.

Para Felisberto Vieira, líder da bancada do PAICV, a TACV e a Agência não estão de acordo e sugere o recurso a mecanismos legais que podem aplicar sanções à TACV. O Ministro dos Assuntos Parlamentares, Rui Semedo, durante o debate prometeu que algumas questões serão avaliadas devidamente. “Entretanto, o Governo tem por missão não interferir nas reguladoras porque as reguladoras são entidades independentes. Haverá mecanismos claros jurídicos e jurisdicionais que permitirão pôr as questões em ordem cumprindo a lei”, declarou durante o período antes da ordem do dia.

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