Crime do Alto S. Nicolau: Suspeito disse ao juiz que a PJ obrigou-o a confessar o crime

29/06/2015 08:16 - Modificado em 29/06/2015 08:16
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cena crimeO  homicida confesso  da idosa Cecília Brito, crime ocorrido em Dezembro último na zona de Alto São Nicolau, alegou ter sido coagido a confessar o crime, pois foi agredido pelos agentes da PJ.

 

Edmar Rocha, jovem de 26 anos, suspeito de ter morto e agredido sexualmente a mulher de 92 anos em Alto São Nicolau, São Vicente, foi presente ao Tribunal na passada sexta-feira 26 de Junho. O  homicida confesso  negou qualquer envolvimento no crime, apesar de ter confessado o crime aos agentes da PJ.

O arguido está a ser acusado da prática de crime de homicídio agravado e agressão sexual. Na noite do dia 27 de Dezembro, o jovem terá escalado o quintal da residência da Mana Cecília partindo duas portas que dão acesso à casa e agredido brutalmente a idosa.

O homicida terá arrastado a mulher para outro compartimento da casa onde terá introduzido os dedos na vagina da mulher, depois de a ter agredido com espetadas de bengala e um ferro de engomar. Após a morte da vítima, o suspeito colocou o corpo dentro de uma mala onde, posteriormente, foi encontrado por um agente da PJ. A causa  da morte de Cecília Brito  foi traumatismo crânio-facial grave com fracturas expostas.[1]

No dia da ocorrência “eu não saí de casa, fui só até à lanchonete comer sandes e regressei a casa por volta das 19 horas. Não voltei a sair”. Edmar Rocha nega ser o autor do crime, pois “só confessou o crime porque teve medo de ser agredido pelos agentes da PJ que o obrigaram e confessar o crime” de que veio a ser acusado.

De acordo com os agentes da PJ que acompanharam o caso, o arguido descreveu o crime de forma “detalhada”, pois nunca foi ameaçado “nem houve necessidade porque o arguido falou de forma espontânea, organizada e com lógica”.

O suspeito disse no Tribunal que conhecia a vítima, sua vizinha, e que terá entrado na residência, apenas uma vez, quando a mesma lhe pediu para arranjar umas plantas, meses antes do trágico acontecimento.

Questionado acerca das manchas de sangue encontradas no seu pulôver defende que sofreu um arranhão quando bateu com a cabeça numa parede da sua vizinha.

O arguido não conseguiu justificar os motivos que terão provocado o embate, pois afirma não ter ingerido bebidas alcoólicas, nem ter utilizado qualquer droga, ou seja, “desequilibrei-me e bati com a cabeça”.

Em Março de 2013, o arguido esteve na Cadeia da Ribeirinha por violar uma idosa de 79 anos[1], mas veio a sair em liberdade porque os exames de sanidade mental revelaram que sofria de perturbações mentais.

Revelado inimputável, não tinha capacidade mental para avaliar a sua conduta, pelo que o arguido não constituiria perigo para a sociedade, embora devesse ser submetido a tratamento médico nos serviços de Psiquiatria do Hospital Baptista de Sousa.

Apesar de ter visitado os serviços de psiquiatria do Hospital Baptista de Sousa apenas uma vez, o arguido diz considerar-se uma pessoa normal, “apenas sofro de dores de cabeça”.

O julgamento do jovem aconteceu na passada sexta-feira, 26 de Junho, e terá continuação no próximo dia 03 de Julho, pois o Tribunal solicitou a reconstituição do crime.

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