PN Foi recuperar uma TV roubada e encontrou droga

25/06/2015 07:41 - Modificado em 25/06/2015 07:41

cannabisA PN recuperou uma TV plasma roubada e apreendeu um saco de plástico com uma quantia significativa de cannabis na residência de um jovem de 26 anos.

O Tribunal de São Vicente procedeu à audiência do julgamento de um jovem acusado da prática de crime de tráfico de droga de menor gravidade. O cidadão foi detido na sequência de uma busca com o objectivo de recuperar uma TV roubada que se encontrava na residência do mesmo. Segundo consta da acusação, a droga apreendida era para negócio ilícito, ou seja, para venda.
A apreensão da droga aconteceu na sequência de uma denúncia de roubo de uma TV plasma. O electrodoméstico encontrava-se escondido na residência do arguido que aceitou o pedido de um amigo que lhe pediu para o guardar.

O arguido foi abordado pela Polícia para recuperar o objecto roubado. Foi autorizada a entrada na sua residência onde os agentes se depararam com uma outra situação. Em cima da mesa encontravam-se papéis de embrulho de cigarros e um saco de plástico contendo “cannabis”.

Após recuperar a TV, o arguido foi conduzido à Esquadra onde foi detido por estar na posse de estupefacientes.

Em depoimento, o arguido confessou os factos assumindo ser o dono da droga e informou que teria adquirido a droga para consumo próprio e dos amigos.
Apesar de ser informado que teria de entregar o objecto roubado, não recebeu qualquer mandado de busca.

O mesmo assume ter autorizado a entrada dos polícias na sua residência mas disse não ter assinado qualquer declaração de busca no momento. No entanto, já na Esquadra foi-lhe apresentado o documento que assinou sem ter lido, após ter sido informado que estava detido por estar na posse de droga.

A defesa entende que o arguido foi detido de forma ilegal, pois apesar de ter permitido a entrada dos polícias na sua residência, o mesmo deveria ter sido informado dos procedimentos e ter assinado o documento no momento da busca. Procedimento que foi efectuado posteriormente na Esquadra depois do mesmo estar detido.

Quanto ao Ministério Público, as provas foram suficientes, pois o arguido confessou os factos. “Tudo ficou claro” pelo que o Tribunal deve fazer a justiça que achar mais adequada ao crime cometido pelo arguido.

O arguido deve conhecer a sentença na próxima sexta-feira, dia 29 de Junho.

  1. Monteiro

    Aí ess es advogados….
    Aí día q for bsot vez

  2. Francisco andrade

    Sinceramente. A defesa está contribuindo para que outros meliantes sejam incentivados a prática de actividades ilícitas como consumo de drogas entre outros. Todo o cidadão tem direito a defesa, está na lei.. mas isso é o cúmulo. Onde fica os direitos do cidadão trabalhador?

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