Agricultores de São Vicente preocupados com a falta de milho para sementeira

15/06/2015 07:07 - Modificado em 15/06/2015 07:07
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milhoOs agricultores de São Vicente reclamam da falta de milho para sementeira. A situação tornou-se preocupante uma vez que a água não abunda e as chuvas foram escassas no ano passado.

Os agricultores das zonas de Ribeira de Vinha e Fio d´Pedra, na ilha do Monte Cara, mostram-se preocupados com a falta de milho para sementeira.

Perante o baixo nível de chuva registado o ano passado, os agricultores têm tido muitas dificuldades em conseguirem o milho e não escondem a tristeza, pois dizem viver momentos de perda face ao problema que consideram “insustentável e bastante preocupante”.

A necessidade é tanta que os agricultores resolveram procurar o milho na ilha vizinha de Santo Antão, mas não resultou, pois os agricultores desta ilha também já sentem a falta do milho pelos mesmos motivos.

João, agricultor da zona de Ribeira de Vinha diz ter procurado o milho em todos os lugares e de não o ter encontrado. O entrevistado entende que as autoridades deveriam fazer um esforço para ajudarem os agricultores, visto que o número de pessoas que vivem da agricultura para sobreviverem é reduzido e não dispõem de outras soluções de sobrevivência, pois tiveram uma perda de rendimentos bastante elevada devido à seca.

Ainda na zona de Ribeira de Vinha, os agricultores reclamam da mesma situação. Os mesmos dizem ter dado conhecimento da situação ao Ministério do Ambiente e Agricultura, mas ainda não obtiveram respostas para suprirem à necessidade dos agricultores.

A delegada do Ministério do Desenvolvimento Rural, Janaína Almeida pontua que a situação se deve à falta de chuvas. Face  ao problema, a delegada explica que o MDR já dispõe de um programa que é financiado pela FAO, pelo que implementarão uma actividade que irá ao encontro das necessidades dos agricultores.

A delegada avança que o programa dispõe de três vertentes, sendo elas a distribuição de sementes de sequeiro, de sementes hortícolas para o regadio e ainda a distribuição de sêmea aos criadores vulneráveis. A mesma sublinha que se trata de um projecto do Governo para auxiliar na resiliência das famílias afectadas pele seca.

Entretanto, o projecto não deve abranger todas as famílias, pois trata-se de um programa com características específicas de vulnerabilidade, direccionado às famílias com maiores necessidade. O MDR irá trabalhar de acordo com critérios próprios.

Os agricultores de sequeiro irão beneficiar de sementes de milho e feijão que serão distribuídas pelo MDR. De acordo com a delegada Janaína Almeida, o levantamento dos potenciais beneficiários já está a ser feito.

A entrevistada acredita que até ao mês de Julho, os agricultores de sequeiro, regadio e ainda os criadores de animais, poderão receber os kits.

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