Não é uma forma de atacar em grupo

12/06/2015 08:13 - Modificado em 12/06/2015 08:13

encapuzadoA expressão “Arrelomp” foi mediatizada depois de ter sido usada durante o ataque que vitimou o jovem Tiago Almeida. Uns defendem que o “Arrelomp” é um método de ataque usado pelos “meninos de rua”. Vários cidadãos denunciaram esse tido de ataque nos  últimos dias  mas, de acordo com fontes Policiais –  “arrelomp” – “relâmpago” não está relacionado com o dito “caçubody” ou com os “meninos de rua”. Trata-se de uma expressão que teve origem na altura em que iniciaram as rixas entre os grupos rivais que actuavam em grupo com pedras, garrafas, facas e até catanas, transformando os bairros de Mindelo  em verdadeiros campos de batalha.

Embora durante o desentendimento do último fim-de-semana que envolveu um grupo de “meninos de rua” e um outro grupo de jovens e que resultou na morte do jovem Tiago, o grupo dos “meninos de rua” tenha proferido a expressão “arrelomp”, a situação não era um assalto ou “caçubody”, mas sim um conflito entre os dois grupos.

De acordo com informações da Polícia, os ditos “meninos de rua” actuam apenas quando são atacados por outro grupo e, neste caso, reagiram de forma violenta.

Portanto, faz saber que a expressão “arrelomp” não é uma forma de atacar em grupo para assaltar as pessoas, dito “caçubody” e muito menos está relacionada com as crianças de rua pedintes.

Na verdade, as rivalidades entre grupos de gangs iniciaram em 2009, altura em que nascia a primeira vítima dos gangs com a morte do jovem de 17 anos Tucim. Tucim foi vítima do conflito entre BBH e o gang de Cova, grupo do malogrado Tucim. Entre os finais de 2009 e 2010, quatro jovens tiveram o mesmo destino: Tucim, Richard, Tadi e Kelvin.

Em 2011, a situação tomou contornos incontroláveis tendo morrido muitos jovens devido à violência. O clima de guerra entre grupos rivais ceifou a vida de vários jovens, provocou revolta, dor, lágrimas. Gerou pânico nas comunidades e na sociedade em geral.

Com a forte actuação da Polícia, São Vicente voltou a respirar um clima de menos tensão. Contudo, ainda existem grupos que tentam instalar novamente o clima de terror.

No passado dia 01 de Maio, dois grupos rivais das zonas de Ribeirinha e Ribeira Bote, Pintcha Andor, provocaram terror na Praia de João Évora onde muitas pessoas ficaram feridas. Com a actuação, vários elementos do grupo foram detidos e apresentados às instâncias judiciais.

  1. mateus

    Quando se diz que ” “meninos de rua” actuam apenas quando são atacados por outro grupo e, neste caso, reagiram de forma violenta.” quer dizer que alguém está a defender o comportamento inaceitável dos meninos de rua. Pois que sendo provado que utilizar este termo “arrelomp” todos os membros deviam estar presos por incitarem a violência e não ficar sob TIR ( termo de identidade e residência), pois são meninos de rua.. ou seja a residência é na “rua”, e estando na rua sao um perigo a sociedade

  2. Janaina Almeida

    Para quem leu o outro artigo sobre a cidade do Mindelo ter-se tornado mais violenta, e lê esta notícia, paira no ar algum contrassenso… Serei só eu a ver isto?!
    No artigo anterior, em que se “critica” a posição do Cmdte da PN, neste artigo, afinal parece-se reafirmar que, afinal a posição defendida pelo Cmdte da PN em SV está correcta…
    Alguma precisão, necessita-se!

  3. no meu tempo nao existia nd disso. tinhamos orgulho em dizer que sao vicente n tinha violencia, andavamos avontade sem medo. hoje em dia so houves em falar em mortos e so de jovem com menos de vinte anos. que realidade e essa meu deus. antigamente umas boas cintadas e uma boa educaçao caseira resolvia tuda hoje em dia parece que tudo mudou. meu deus olha pela minha ilha, pelo meu povo, que volta a reinar a paz na minha ilha e no meu pais.

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