Doentes Mentais de novo na rua: CADM não consegue albergar todos

11/06/2015 08:07 - Modificado em 11/06/2015 08:07
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doente mentalNo Mindelo, já se vêem de novo a circular nas ruas pessoas com perturbações mentais. O problema existiu no passado e foi colmatado com a abertura do Centro de Acolhimento dos Doentes Mentais em Vila Nova. Agora, assiste-se a uma “nova vaga” de doentes mentais a circularem pelas ruas da cidade.

Neste momento, o centro não tem conseguido responder a esta nova demanda de doentes mentais. Como explica a vereadora Lídia Lima da CMSV, o projecto foi desenhado inicialmente para receber vinte doentes mentais.

Actualmente, recebe cinquenta pacientes. “Criámos as condições para terem o mínimo de conforto. Disponibilizamos refeições, dormem e fazem a própria higiene e têm todas as condições para estarem lá de forma tranquila e saudável”, descreve assim o tratamento dado aos utentes do centro.

Com o número de doentes mentais a aumentar, a vereadora sente a necessidade de mais ajuda para aumentar o centro de acolhimento e, assim, receber mais doentes. De momento, o centro já não consegue aumentar mais o número de beneficiados.

“Não é devido à falta de capacidade. O centro não foi criado para acolher todas as pessoas doentes mentais e não se poderia criar este centro com esse objectivo”.

Diz ainda que precisa de mais apoios de outras organizações assim como do Governo para garantir o funcionamento do espaço. “Precisamos de apoio para garantir o bom funcionamento do espaço para alargar o projecto com novos quartos ou mais um piso, para podermos acolher mais pessoas. Isto porque estamos com muitos doentes mentais a deambularem pelas ruas da cidade”, justifica Lídia Lima.

Lídia classifica o centro de acolhimento como um grande projecto e acredita que com a intervenção do Governo seria possível aumentar o número de funcionários.

“O problema tem a ver com outras questões sociais que estão a fazer surgir novas situações de perturbações mentais. É o problema do desemprego, do alcoolismo, são as famílias desestruturadas. Há que fazer um trabalho muito forte no seio das famílias, evitando o surgimento de novos casos”. É neste sentido que pede uma “mãozinha” ao Governo.

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