PGA: Alunos consideram que a realização das provas não tem fundamento

11/06/2015 08:04 - Modificado em 11/06/2015 08:04

provasAlunos não entendem o porquê da realização da prova, uma vez que só vai valer apenas a partir do ano lectivo 2015/16.

Os alunos do 12º ano participaram na sessão de esclarecimento promovida pela Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior. O encontro que aconteceu na passada terça-feira teve como objectivo esclarecer as dúvidas dos alunos finalistas do ensino secundário da ilha de São Vicente.

Apesar dos esclarecimentos, as reivindicações dos alunos não são as datas da realização das provas que foram alargadas para os dias 25 e 26 de Junho do corrente ano.

As Provas Gerais de Acesso serão aplicadas a todos os alunos do 12º ano. Os alunos das vertentes Humanísticas e Arte deverão fazer provas nas disciplinas de Português e Filosofia, enquanto que os da vertente Científico-Tecnológico e Económico-social deverão realizar provas nas disciplinas de Matemática e Português.

Desta feita, os alunos finalistas do 12º ano que participaram no encontro dizem não compreenderem o porquê da realização das provas, visto que a própria Direcção-Geral do Ensino Superior garantiu que não deverá ter validade ainda este ano e poucos benefícios trará aos alunos que devem terminar o 12º ano no corrente ano lectivo.
Em contacto com os alunos finalistas do 12º ano de diferentes Escolas Secundárias da ilha de São Vicente, as opiniões foram as mesmas e dizem sentirem-se “obrigados a fazerem uma prova que não lhes vai servir para nada”.

Zuleica lamenta que tenha de ser algo obrigatório para os alunos e acredita que depois dos esclarecimentos não consegue ver a razão da PGA que não terá qualquer influência nas notas ou no desenvolvimento intelectual dos estudantes.

“Nós estamos a ser obrigados a prestar uma prova que não nos servirá para nada a não ser permitir o ingresso nas instituições de ensino, algo que nunca foi negado ou, pelo menos, não foi difícil para qualquer aluno que esteja em condições”, relata o aluno Hélio Conceição.

Os alunos com quem o NN falou partilham da mesma opinião. Entretanto, mostraram-se dispostos a realizarem a prova apesar de não concordarem com ela. “Se acharem necessário temos de aderir”.

De acordo com o Director-Geral do Ensino Superior, José Mário Correia, a prova “é de carácter experimental e não existe nenhum prejuízo para os alunos. A avaliação não é sobre o aluno propriamente dito, mas sobre o instrumento de avaliação que será aplicado para valer a partir do ano lectivo 2015/16”.

  1. Ricenio Lima

    É um abisurdo a realização dessa prova uma vez nao contribui em nada para ingresarmos no ensino superior.é apenas uma perda de tempo.
    Alem disso não sabemos o que estudar nem o que fazer para nos preparar para estas provas ja que estamos de feria .
    Isso é lamentavel.

  2. Anónimo

    Sou aluna do ensino superior e apesar de não ter feito o teste de acesso à universidade partilho da opinião que este teste não tem sentido nenhum, uma vez que independentemente do resultado do mesmo os alunos conseguem ingressar para os estudos universitários….

  3. Carlos Drummond

    Este eterno complexo dos caboverdianos em obterem uma licenciatura em ramos profissionais que de antemão já sabem que ficam totalmente limitados. Uma solicitacao directa para o desemprego. Licenciados temos de toda a espécie.
    Apenas se precisarmos de um competente canalizador ,mecânico, carpinteiro, pintor, etc, etc, nao temos e nem vamos ter a curto período. Todos obsecados nas pseudo Universidades. Todos querem ser doutores e mesmo sem o minimo de IQ e a devida formação. No papel temos centenas de doutores. Infelizmente um pouco depreciativamente direi “doutores da mula russa” Está claro que essas universidades são apenas para gerar jobs e garantir salários a um determinado grupo que aproveita a ignorancia e o espirito exibicionista de muitos pais e tambem dos jovens totalmente desinformados. E o resultado está à vista. Milhares de licenciados a caminho do desemprego, desempregados e o pior ainda “desencorajados”.
    E a palhaçada continua.

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