Universitários do último ano: o drama do desemprego

8/06/2015 07:11 - Modificado em 8/06/2015 07:11
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empregoO drama do desemprego afecta os jovens universitários do último ano do curso. A cada ano que passa, o número de jovens licenciados aumenta exponencialmente. É sim motivo de regozijo para o país mas, com a preocupante taxa de desemprego, sobretudo nos jovens, tudo fica mais difícil e a concorrência sem mercado traduz-se numa grande preocupação dos jovens recém-licenciados.

Quase na recta final do ano lectivo 2014/2015, os universitários do último ano de curso já se mostram preocupados e apreensivos com o futuro depois de terminarem as licenciaturas.

O desemprego na camada jovem tem ganho grandes proporções e os pré- licenciados temem que a situação não se venha a reverter. Sem grandes esperanças, as vítimas precoces do desemprego não têm motivo para se animarem. Muitos já se preparam para enfrentar o drama do desemprego.

Amália, terminará o curso de Direito ainda este ano e as suas malas estão quase feitas rumo à Itália para se juntar com a mãe que lá trabalha há vários anos. A universitária argumenta que não existe outra solução, pois já é mãe e precisa de trabalhar para a sua família, mesmo que não encontre oportunidades na sua área.

“O meu desabafo não serve para desanimar outros jovens que queiram ingressar nas universidades, mas sim para mostrar a realidade do nosso país, onde existem diferentes universidades e cursos “à escolha do futuro desempregado”, desabafa Énio Lima, aluno do último ano do curso de Biologia.

O entrevistado fala em partir para a ilha de Santiago à procura de uma oportunidade de emprego, porque “ Son Sente já caba nada”.

A angústia dos jovens estudantes universitários aumenta cada vez mais com o aproximar-se do fim do ano lectivo. Analicia, estudante de Contabilidade diz-se preocupada com a falta de meios financeiros, pois as propinas estão em atraso e aguarda há mais de um ano pelo Fundo Universitário de Garantia Mútua.

Sem o pagamento das propinas, não consegue realizar os exames e muito menos receber o seu diploma. A estudante diz tencionar abrir o seu próprio negócio e esquivar o desemprego. Tem um projecto empreendedor em andamento, mas considera necessário o diploma, o que está a ser difícil porque não dispõe de condições para liquidar as dívidas com a universidade.

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