Birmânia pede à ONU tratamento “justo”

4/06/2015 08:15 - Modificado em 4/06/2015 08:15
| Comentários fechados em Birmânia pede à ONU tratamento “justo”

birmaniaA Birmânia pediu à ONU um tratamento “justo e imparcial” relativamente às suas ações na crise migratória no sudeste da Ásia, numa altura em que se prepara para deportar centenas de imigrantes do Bangladesh. Numa carta dirigida ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, publicada esta quinta-feira no diário estatal Global New Light of Myanmar, o presidente do parlamento, Shwe Mann, insta o Conselho de Segurança das Nações Unidas a ser “justo e imparcial” nas suas declarações sobre a Birmânia, que “se encontra num processo de implementação de reformas democráticas”.

Diversos países da região e organizações internacionais têm assinalado a Birmânia como responsável pelo êxodo de imigrantes, muitos dos quais rohingya, uma minoria muçulmana perseguida no país. Shwe Mann pediu contenção nas palavras às organizações nacionais e internacionais relativamente à crise migratória sob pena de se criarem mal-entendidos sobre o país de se “agravar as tensões sectárias e o conflito”. “A comunidade internacional deve adotar um enfoque objetivo e imparcial”, frisou o mesmo responsável na referida missiva. A edição de hoje do mesmo jornal publica ainda um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros que assegura que o Governo birmanês trabalha para repatriar os refugiados que chegaram ao país nos últimos dias depois de terem passado semanas presos em barcos à deriva em alto mar.

O último desembarque envolveu 734 pessoas, incluindo mulheres e crianças, as quais foram intercetadas pela marinha há seis dias e que, esta quarta-feira, foram alojadas em acampamentos temporários perto da fronteira com o Bangladesh.

cm.pt

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.