Sobrinha do doente evacuado desconhecia as condições do transporte marítimo

2/06/2015 06:49 - Modificado em 2/06/2015 06:55

Doente evacuadoMás condições na evacuação de um doente da ilha de São Vicente para a Ilha de Santo Antão foram denunciadas por António Silva, presidente da ADECO. Este constatou que o doente António Casimiro, estava a ser evacuado para o Hospital do Porto Novo, porém, sem as mínimas condições, visto que o doente se encontrava numa maca, no chão e gemendo de dores. Facto que desagradou também a sobrinha Paulina que acompanhava o tio doente e que desconhecia as condições do transporte.

A falta de acomodações para transportar um doente chocou o presidente da ADECO e a sobrinha Paulina Casimiro. Esta conta que “o pedido para evacuar o tio do Hospital Baptista de Sousa para o Hospital do Porto Novo, foi iniciativa da família. Visto que o tio é asmático, padece de uma doença cardíaca grave e está em fase terminal, a família concordou em respeitar o pedido do doente que solicitou ir para a sua terra e para a sua casa”. A sobrinha Paulina Casimiro diz que conversou com a médica do tio que inicialmente não concordou com a evacuação, mas que era possível se o doente fosse acompanhado por um técnico de saúde. Para realizar os desejos do tio, Paulina refere que fez de tudo para que António Casimiro chegasse à sua terra Natal, Santo Antão. Assim, Paulina solicitou a ajuda do médico Dr. Elísio que viajava para a ilha das montanhas e que após concordar com a médica de António Casimiro, foi autorizada a evacuação para o Hospital do Porto Novo. Contudo, o que causou revolta à sobrinha assim como ao presidente da ADECO, foram as condições de transporte “que são precárias e sem dignidade para um doente”, acrescenta Paulina.

A sobrinha que acompanhava o tio Casimiro durante a evacuação de São Vicente para Porto Novo, no dia 29 de Maio, assegura que “os familiares desconheciam as condições do transporte marítimo e que, inicialmente, o tio estava no porão, local onde normalmente transportam os doentes mas, devido aos problemas de saúde e, principalmente, ao problema de asma, levámos o tio lá para cima devido às melhores condições de arejamento”. Paulina concorda com o Presidente da ADECO e apela para que o Governo reveja essas condições para que os doentes tenham uma viagem condigna.

António Silva, presidente da ADECO, por sua vez, assegura que “a responsabilidade é alargada, diferenciada e de muita complexidade. Claro que é um assunto que vou aprofundar e clarificar posteriormente, a começar pela população de Santo Antão que aceita a situação passivamente passando pelos eleitos de Santo Antão a nível nacional, deputados e nível Local – TODOS – em particular, os Presidentes das Câmaras, todos os Partidos Políticos passando pela Entidade Reguladora do sector e as Autoridades Marítimas, o Ministério das Infra-estruturas e o Ministério da Saúde, o Hospital Baptista de Sousa, o INPS, etc.”.

O NN contactou o Naviera Armas que efectuou o transporte do doente António Casimiro, porém, devido ao feriado nacional está aberta só a secção de vendas e o responsável não se encontra no escritório para esclarecimentos.

  1. roxana

    Q enfermedad terminal tiene este duente? Que diferencia faz entre estar en el hospital e estar fora do hospital ? La clase medica sabe bien q lo menos importante es como fue trasladado , lo preocupante es q esse sr esta con DOLOR !!!!! Y FALTA DE AIRE !!!!!
    por eso no puede hablar, entonces qual es la solucion ? Que puede ser feito e q nao se ha feito ?

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