Extractores exigem a abertura do Lazareto para a extracção de areia

29/05/2015 07:00 - Modificado em 29/05/2015 07:43
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extrator de areiaOs extractores de areia mostram-se descontentes com a demora na reabertura do acesso as dunas de areia no Lazareto. Desde o passado mês de Novembro o areal na zona do Lazareto encontra-se fechado aguardando pela saída do concurso, pois será concedida a uma empresa ou grupo de empresas que devem garantir a extracção de forma segura e ordenada.

A zona de extracção de areia na zona do Lazareto em São Vicente encontra-se interdita desde o passado mês de Novembro. O objectivo é conceder o espaço a uma empresa para garantir melhor segurança dos extractores e evitar perdas humanas. Os pequenos extractores de areia mostram-se indignados e apelam a reabertura do local da apanha da areia, pois aguardam há sete meses pela sua reabertura.

De acordo com os entrevistados, o espaço deveria ser devolvido aos extractores no prazo de três meses e já vão sete meses e não dispõe de qualquer informação  para iniciarem a apanha do inerte.

Os extractores justificam a subida de preço da areia devido a proibição e encerramento no Lazareto, pois para esquivar a crise foram obrigados a recorrer a zona de “ Salgadim”, situada ao lado da zona de Salamansa também proibida.

O condutor António Soares reconhece a prioridade na segurança dos extractores mas entende que a demora na resolução do problema tem vindo a afectar o pão-de-cada dia de muitas famílias. “ Sete meses é muito tempo, no entanto cumpriram no dia do encerramento e nem por isso cumpriram na reabertura”.

Os extractores dizem estar informados que já existe uma empresa seleccionada mas até agora nunca tiveram qualquer data para iniciar a apanha da areia. Com a proibição da apanha da areia no Lazareto os extractores passaram a cobrar seis mil escudos por cada camião de areia em vez de 4 mil escudos, “ são os clientes a suportar os custos porque percorremos longas distancias para conseguir a areia”.

Questionados sobre a posição dos clientes quanto ao aumento do preço da areia, estes dizem não perceber qualquer indignação uma vez que conhecem a situação e não havia outra solução uma vez proibida a apanha no Lazareto.

Adérito considera apanha da areia, uma solução para muitas famílias, mas com a proibição várias chefes de famílias estão sem poder levar o sustento, porque nem todas as viaturas conseguem escalar a estrada onde os extractores têm recorrido actualmente.

Não havendo outra solução os extractores prometem continuar a apanha de inertes mesmo nas zonas proibidas, pois “as suas famílias precisam ser sustentadas.”

Os extractores partilham da mesma opinião quanto a extracção da areia com máquinas apropriadas e apelam que que seja disponibilizado com maior urgência o acesso para a apanha da areia no Lazareto.

Contactamos a Delegação do Ministério de Desenvolvimento Rural, mas a delegada encontra-se fora da ilha, pelo que aguardamos a reacção nos próximos dias.

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