Ex-funcionário da Fábrica Favorita aguarda indemnização

28/05/2015 07:50 - Modificado em 28/05/2015 07:50
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dinheiroFernando Irei Pio trabalhou durante 34 anos na extinta Fábrica Favorita. Há seis anos que aguarda pela sua indemnização, pois tenciona abrir um negócio quando receber esse valor.

O ex-trabalhador da Fábrica Favorita, Fernando Pio, ainda tem esperanças de receber o que tem direito, pois tenciona montar um negócio de panificação, uma tarefa que desempenhou durante toda a sua vida, “o melhor que sabe fazer”.

Para fugir ao desemprego, Fernando diz ter trabalhado nalgumas padarias em São Vicente, mas o emprego não trazia garantias uma vez que se tratava de contratos a prazo.

O encerramento da empresa de panificação veio trazer várias complicações para os funcionários que dizem terem sido enganados pelos proprietários.

Os ex-trabalhadores foram despedidos em Dezembro de 2008. Assim como a maioria dos trabalhadores da Fábrica, o Fernando encontra-se desempregado e com dívidas no Banco sem saber o que fazer perante essa situação.

Enquanto Pio trabalhava na Fábrica, para terminar de construir a sua casa contraiu um empréstimo no Banco e, até agora, não terminou de liquidar a sua dívida.

Não havendo outra alternativa, Fernando Pio resolveu ajudar a esposa na venda de roupas e sapatos na Praça Estrela. Entristecido, Pio afirma que sem trabalho e indemnização, resta-lhe apenas esperar pela boa vontade dos seus familiares.

“Foram vários anos a contribuir para a reforma através do INPS. Ao fim e ao cabo, o trabalhador morre à míngua sem usufruir da sua reforma”. Graças ao apoio dos familiares Pio tem conseguido sobreviver apesar de não se conformar com a situação da dependência.

O entrevistado diz sentir-se triste com a situação, pois foram 26 chefes de famílias a serem despedidos com o argumento de que iam de férias colectivas durante o mês de Janeiro de 2009.

A 11 de Fevereiro do mesmo ano, a Sociedade Comercial José Matos, LDA. comunicou à Direcção Geral do Trabalho a decisão do encerramento definitivo da fábrica e o despedimento colectivo.

A 08 de Julho de 2009, a Acção de Declaração Emergente de contrato foi interposta no Tribunal e, em Maio de 2011, o espaço foi penhorado, mas até agora, os ex-trabalhadores continuam abandonados à mercê da própria sorte.

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