Parlamento: “Os deputados debatem mas não dizem nada, é cada um a puxar para o seu lado”

28/05/2015 07:26 - Modificado em 28/05/2015 07:26

parlamentocaboverdeO Parlamento esteve nos dois últimos dias a discutir sobre o ensino superior e as políticas de emprego. No entanto, muitos jovens ouvidos pelo NN já não acreditam na eficácia dos debates parlamentares. Consideram que “é sempre o mesmo do mesmo”. Ou seja, os deputados assumem posições diferentes, com o PAICV a estar em sintonia com o Governo e o MpD e a UCID a posicionarem-se contra.

Se no Parlamento as políticas de desemprego dividem as bancadas, numa conversa com alguns jovens, estes parecem estar em sintonia. “Têm de rever as políticas do combate ao desemprego no país”. Concluem que assim como está é “o blá, blá de sempre”. Discutem taxas, números, atiram as culpas uns aos outros, etc.

Mas o que é que é preciso fazer para melhorar as coisas? Ronise Silva responde que é necessária uma maior preocupação para com os jovens. Não sente que aos jovens seja dado o devido valor, para além de representarem votos. Na mesma linha de pensamento, Hélder Neves acredita que precisam de olhar para os jovens de outra forma e explica como: “Muitas vezes, os governantes preocupam-se com os números e com as infra-estruturas e a qualidade é vista como melhoria na vida das pessoas”. Para este cidadão, não tem havido melhorias para a maioria dos cidadãos, em particular, os jovens. A maioria das pessoas com quem este online falou não gostou dos debates no Parlamento e questiona: “não há paciência para ouvir aquilo” e justificam: “Os deputados debatem mas não dizem nada, é cada um a puxar para o seu lado”, desabafa Jorge Nascimento. No seu ponto de vista, estes debates só servem para mostrar que os jovens têm de fazer o melhor por eles mesmos”. Eles ficam à procura de culpados “mas não é uma questão de quem tem culpa, porque todos têm culpa da situação actual, mas que haja um esforço para melhorá-la”, como diz Ronise. Em São Vicente, o problema é grave na opinião dos entrevistados e “não se vêem acções concretas. Podem existir algumas mas precisamos de mais”.

E para melhorar a situação na ilha, pedem cada vez mais investimentos na certeza de que “se tudo o que foi prometido para a ilha tivesse sido cumprido, a situação estaria muito melhor”, finaliza Jorge.

  1. National

    Concordo 100%, Nao ha substancia nos debates. E so critica entre os partidos. Onde estao os deputados de SV????? A economia de SV, especialmente o mercado laboral e o ambinete de negocio, deve estar tao bom que nao houve nececissade de nenhum deles falar sobre a nossa situcao economica em SV. Vao ficar todso surprezos na proxima eleicao!!!!

  2. Maria José

    Que fique claro que nao é só aos jovens. Tem piada esses jovens. Nao é só aos jovens. Repito nao é só aos jovens. Aos jovens também. Que fique claro que quem nao é da situacao, quem nao é camarada, quem nao é amogo ou afilhado estao na mesma situacao. Posso até ter um emprego mas sou descriminado, ganho uma bufunfa, e nao tenho oportunidade. As oportunidades sao todos para os camaradas e camaradas e camaradas. Por isso jovens, unimos numa frebnte para combater este Governo. Pelo menos tentamos

  3. Maria José

    Pelo menos temos que tentar porque assim como está nao pode continuar. Já agora pergunto aos jovens qual é o conceito de jovem? Eu tenho 47 anos, tenho dois filhos menores na escola e para dar comida e educacao e saude e tudo mais. Estou na classe dos jovens? Faco esta pergunta porque parece que para os jovens, jovens sao aqueles que acabam de sair da universidade. Já agora e que tal da mae do jovem com 50 a 60 anos que sacrificou para dar ao jovem a educacao, enquanto a mae passa fome e nao tem

  4. Maria José

    a mae passa fome e nao tem emprego. Temos que unir. Somos caboverdianos. Ca-bo-ver-dia-nos. Estamos todos mal, á excepcao do grupo e por isso temos é que unir forcas. Vejam se me entendem por favor.

  5. ALS

    É um bla-bla no Parlamento que nunca mais acaba. É urgente mudar os atores políticos, e essa mudança tem de ser a 100%. Cada um, à sua maneira, procura ganhar o protagonismo é depois bazofiar-se de que é um bom orador / falante. O povo que o elege é pura e simplesmente ignorado.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.