Condutores e ajudantes não se entendem: Transporte de materiais de construção vai aumentar

28/05/2015 07:18 - Modificado em 28/05/2015 07:18
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condutoresOs ajudantes dos camiões querem aumentar o preço da mão-de-obra tendo em conta os riscos de vida e o esforço físico que a tarefa exige, pois a tabela de preço da mão-de-obra dos ajudantes está fixa há sete anos e nunca foi actualizada. A decisão dos trabalhadores não foi discutida em conjunto com os condutores que dizem não partilhar da decisão, uma vez que isso implica   o aumento do preço dos materiais de construção reflectir-se-á automaticamente nos bolsos dos clientes.

Na praça dos Camiões ao lado da Copa, os ajudantes e os condutores não se entendem quanto ao aumento do preço da mão-de-obra que implica o aumento do preço dos materiais de construção.

De acordo com os ajudantes com quem o NN conversou, há sete anos que a tabela de preço de mão-de-obra não sofre qualquer alteração e os riscos são cada vez maiores. “A classe é desprotegida, não beneficia de qualquer seguro e, no caso de acidentes, não têm apoio de qualquer instituição”.

Daí que a partir do dia 1 de Junho, o preço da mão-de-obra dos ajudantes deverá sofrer uma alteração. Cada condutor precisa de dois ajudantes e o preço para cada carregamento é dividido entre os dois ajudantes do camião.

Quintino e João explicam que a partir de segunda-feira, a mão-de-obra dos ajudantes passa a receber 1000 escudos para o carregamento de pedra, 1500 escudos para a areia, 1000 escudos para o cascalho e 1500 para a jorra.

Os ajudantes dizem terem elaborado um comunicado para o conhecimento dos condutores e proprietários com o objectivo de informarem os clientes da referida alteração nos preços dos materiais de construção. Os mesmos garantem que enviaram o anúncio para a rádio e está a ser difundido para conhecimento do público.

Quanto aos condutores, embora não exista uma lei que regule os preços, muito menos uma associação para defender os interesses dos trabalhadores, a alteração não deverá ser feita de qualquer maneira, pois foi uma decisão apenas dos ajudantes. “O aumento do custo da mão-de-obra implica um aumento do preço do material, ou seja, os custos deverão ser suportados pelos clientes”.

Os entrevistados consideram descabido o aumento: “não tem cabimento, pois o negócio está escasso uma vez que o desemprego grita mais alto. Não é o melhor momento para aumentos inesperados”.

Teresa Oliveira encontra-se na fase de construção da sua casa e considera o preço dos materiais de construção “bastante caro”, pois a cada ano o preço tende a aumentar. A mesma diz não entender a subida brusca dos materiais pois, no ano passado, diz ter pago 4 mil escudos por um camião de areia enquanto que no mês passado teve um aumento de 2000 escudos.

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