Ensino superior com “assimetria” de visões

26/05/2015 08:01 - Modificado em 26/05/2015 08:01

ensino superiorA sessão parlamentar do mês de Maio arrancou esta segunda-feira com a questão do ensino superior no centro do debate. O tema foi levado ao Parlamento pela bancada do PAICV. Felisberto Vieira, líder da bancada do PAICV, disse que o partido pretendia analisar o estado do sector e apontar as orientações no sentido de uma melhor oferta para o mercado do trabalho.

“Os dados sobre a mesa revelam que a questão merece uma reflexão séria e continuada por parte de todos os agentes públicos e da sociedade civil. Se é que há aspectos que podem traduzir alguma preocupação como as expectativas, como o emprego. O know-how dos jovens que tendo conhecimento, podem encarar o futuro de uma forma mais realística e encorajadora”, diz Vieira no lançamento do tema.

As políticas do sector foram apoiadas pela bancada do PAICV. Arnaldo Andrade, do PAICV, disse que existe uma assimetria de conhecimentos sobre esta matéria entre as bancadas. Disse que enquanto a sua bancada mostra dados, a oposição centrou o debate nas impressões”. Houve um rápido crescimento e consolidação do ensino superior em Cabo Verde nos últimos 15 anos”, sugere o deputado.

Por outro lado, segundo o líder parlamentar do MpD, Elísio Freire, o debate provou cinco itens no ensino superior actual. “O Ensino superior tem um problema de acesso, de investigação, de autonomia de universidades, de qualidade e de empregabilidade”. E considera que não houve resposta política para estes problemas.

António Monteiro da UCID, sustenta que ainda falta um aspecto que tem faltado ao sector: “o acesso ao financiamento”.

  1. Aguinaldo Fonseca

    Como leitor assíduo do Jornal online Noticias do Norte tenho a impressão que muitos comentaristas sao alunos dos Liceus ou das Universidades. E neste caso especial a discussão do Ensino Superior no Parlamento nem uma reacção dos nossos estudantes. Tal passividade, tal desinteresse, tal comportamento e atitude brada aos céus.
    Para começar muitos dos seus comentários sao bastante curtos e o nível do seu portugues, comparado com o nível do portugues dos alunos dos dois Liceus e da Escola Tecnica de antanho, (antes da independência nao haviam universidades em Cabo Verde) deixa muito a desejar.
    Esses curtos comentários sao tambem um reflexo do fraco nível intelectual e da limitada bagagem cultural desses estudantes/comentaristas nao só dos Liceus mas tambem das pseudo universidades.
    Agora direi imaginem quando Marciano e seus comparsas oficializarem o crioulo. Agora sim o desastre será total e frequentar uma universidade em Portugal, Brasil, etc,etc, será apenas uma realidade para os filhos das classes políticas e elites que têm a possibilidade de enviar os seus filhos para escolas privadas onde as aulas serão ministradas em portugues. Para os frequentadores das escolas publicas onde as aulas serão dadas em crioulo, estudar fora de Cabo Verde será simplesmente uma “fata morgana”.
    Nao resta duvida que a massificacao do ensino publico em Cabo Verde após a independencia, creio um produto de boas e idealistas intenções, massificou tambem e infelizmente a sua actual fraca qualidade.
    Nao resta duvida tambem que o fanatismo ideológico de alguns, “por razoes que talvez a própria razão desconhece” fez muitos perderem o senso da realidade.

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