Santo Antão: Produtores do grogue reclamam da concorrência desleal

26/05/2015 07:33 - Modificado em 26/05/2015 07:33

grogueProdutores do grogue na ilha de Santo Antão reclamam da concorrência desleal devido à comercialização do produto adulterado. A situação arrasta-se há vários anos e tem vindo a prejudicar a venda do grogue genuíno, por isso, apelam por uma maior atenção por parte das autoridades e pedem a uniformização do preço do produto.

Apesar dos produtores de aguardente da ilha de Santo Antão estarem satisfeitos com a nova lei de valorização do grogue, a questão do preço tem gerado muita polémica no seio dos produtores.

O preço do grogue tem sido designado pelos próprios produtores. Assim sendo, cada produtor atribui um preço. A situação tem vindo a causar um clima de indignação no seio dos produtores que pedem a fixação de um preço de mercado.

Para os produtores, é importante uma maior fiscalização por parte das autoridades, uma vez que muitos produtores não têm cumprido as regras de produção contribuindo com um produto sem qualidade e com sérios riscos para a saúde pública.

João Gomes, produtor na zona do Tarrafal Monte Trigo adianta que o negócio está a ser prejudicado por causa da prática indiscriminada dos preços, pois a venda do grogue sem qualidade tem maior saída do que a do grogue genuíno.

Para o entrevistado, os consumidores têm dado preferência ao “mais barato“ esquecendo-se dos riscos para a saúde.

Graciano diz que o preço do grogue varia de produtor para produtor. O entrevistado diz que o grogue genuíno vendido na fábrica custa entre 7 mil a 10 mil escudos a botija de 20 litros, dependendo do produtor.

Existe uma discrepância em relação ao preço do grogue comercializado na ilha de Santo Antão. Em relação ao grogue puro designado pelos produtores por grogue genuíno, cada litro custa 500 escudos enquanto que o grogue dito ilegal custa apenas 140 escudos.

“Para se conseguir um produto genuíno de qualidade são necessários investimentos e isso tem sido com grande esforço dos próprios produtores e é preciso que o produtor tenha retorno”.

Os produtores dizem que vão aguardar que a nova lei entre em vigor no próximo mês de Agosto para reivindicarem junto das autoridades, pois a lei impõe uma série de regras que devem ser cumpridas pelos produtores com o objectivo de valorizarem o produto.

Para os produtores “não tem sido tarefa fácil combater a concorrência desleal”, por isso apelam pela intervenção urgente por parte de quem de direito.

  1. Paulense

    Como fiscalizar se no Paul funcionário do MDR produz grogue de açúcar?
    Como fiscalizar se os fiscais da Câmara Municipal preferem receber alguns litros de grogue do multar o infractor?
    Como fiscalizar se não há controle na venda de açúcar?
    Não é possível que pseudos proprietários passam o dobro do tempo a produzir grogue que os verdadeiros proprietários com 5 vezes mais cana-de-açúcar.

  2. Acucar

    Vejam a quantidade de açúcar que entrou neste pais nos últimos 3 meses.

    Onde está as autoridades?

  3. José Rodrigues

    Dá vontade de rir, essa reclamação, repentina, dos produtores e agricultores de Santo Antão, nha terra qrida, já que são os primeiros a infrigirem, salvo raríssimas excepções. Toda a gente, desde agricultores, produtores, funcionários e Presidentes das Câmaras, Delegacias de saúde, Polícia, etc, etc, todos os dias passam pelos currais ou, trapiches, e, não vêem as condições degradantes, com total desrespeito pela Higiene, de quase todos esses locais? É fantástico como, só agora acordaram!

  4. José Rodrigues

    Custa-me acreditar que, realmente, já acordaram para esse flagelo que é o fabrico de aguardente de açúcar (não Grog! È ver, para crer! Até lá…! Se as Câmaras e, as Delegacias de Saúde funcionassem e, fiscalizassem as condições higiénicas, sanitárias e, de funcionamento, dos “currais de trapiche” antes de atribuirem as Licenças, se calhar muitos desses locais deixariam de trabalhar.

  5. Manuel Oliveira

    Essa tal Lei do Grog, irá entrar em vigor em má altura. Com Eleições, de toda a casta, a porta, quem irá querer perder votos. Se Fiscalização, houver, será como aquela, bem célebre, do macaco ” mi’n oiá, mi’n uvi, mi’n falá”. Estaremos cá, para ver…!

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