São Vicente: Treze indivíduos julgados por roubo com violência

22/05/2015 08:14 - Modificado em 22/05/2015 08:14
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saída-cadeiaNesta quarta-feira, o Tribunal de São Vicente procedeu ao julgamento de diversos indivíduos envolvidos na prática de crimes de roubo, fraude e roubo com violência contra pessoas e receptação. Ao todo, contabilizaram-se 13 arguidos. Três destes encontram-se em prisão, dois em prisão preventiva e um outro a cumprir uma pena de um ano e dois meses de prisão efectiva.

Como já tinha sido noticiado anteriormente, entre os arguidos há um que se destaca por estar presente em quase todos os outros casos, menos num que é de receptação.

Na continuação do julgamento, ontem, dia 21, foram ouvidas diversas testemunhas sobre os diferentes casos. A primeira testemunha disse que no mês de Janeiro do ano passado, quando ia para casa, estando de passagem pela zona de Impena foi abordada por dois indivíduos, tendo um deles ficado de vigia e o outro, que não sabe identificar, abordou-a com uma arma levando-lhe uma bolsa com as compras de casa e uma pasta contendo o seu computador portátil.

Durante o seu testemunho, foi-lhe perguntado se o indivíduo estava presente na sala de audiências e a testemunha identificou o arguido “destaque” da audiência. A testemunha disse ainda que conseguiu recuperar os seus pertences porque quando foi atacada ainda correu atrás deles, mas perdeu-os de vista e foi um transeunte que estava por perto que lhe disse que os indivíduos tinham passado por ele e que sabia quem eram. Desta forma, chamou a polícia e foi para a esquadra apresentar queixa e ali disseram-lhe que tinham detido o indivíduo e que tinham recuperado as suas coisas.

Outra testemunha chamada a depor sobre outro caso de roubo mas que envolvia o mesmo arguido, disse que foi assaltada perto de casa e levaram-lhe um cordão de ouro, mas afirma que não reconheceu os assaltantes porque o roubo aconteceu muito rapidamente e entrou em pânico quando a agarraram e pegaram-lhe pelo pescoço.

Outra testemunha, também sobre um roubo, disse que não foi possível identificá-los porque havia pouca luz e eles mantinham a cabeça sempre baixa e traziam duas catanas, mas reconheceu e identificou um dos companheiros como sendo, mais uma vez, o arguido principal. A testemunha disse ainda que os assaltantes eram três e eles cinco, dois homens e três mulheres, mas não reagiram porque estavam armados e um deles acabou por agredir um dos seus companheiros.

Outro elemento do grupo de cinco pessoas confirma a história da testemunha anterior e disse que também não os reconheceu e adianta que foram recuperados os seus telemóveis porque um dos companheiros conseguiu identificar os assaltantes e entraram em contacto com um conhecido que conseguiu recuperar os telemóveis na zona da Ilha da Madeira.

Outra testemunha do mesmo grupo assaltado disse que ainda foi apalpada por um dos assaltantes.

Ainda tendo como foco o mesmo arguido, os agentes da Polícia Nacional foram chamados a depor desta vez sobre o roubo de um carro, já que o ofendido disse em Tribunal que foi abordado por este e mais um indivíduo que também estava presente na sala de audiências que o ameaçaram com uma catana e fizeram-no sair do carro e partiram nele. Os agentes que estiveram envolvidos na detenção dos dois suspeitos disseram que depois de terem recebido a ocorrência fizeram uma ronda e encontraram o carro e os assaltantes, mas estes não estavam dentro do carro e quando se aperceberam da presença da polícia puseram-se em fuga, tendo vindo a serem detidos posteriormente.

Com todos os processos em cima de si e ainda em prisão preventiva e com muitas testemunhas e provas contra si, Fredilson tem pela frente uma tarefa complicada. A continuação do julgamento está marcada para o dia 02 de Junho pelas 09 horas.

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