Indecisos baralham contas das eleições espanholas

20/05/2015 10:30 - Modificado em 20/05/2015 10:30
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rajoyA quatro dias das eleições municipais e autonómicas em Espanha, os principais partidos – PP, PSOE, Podemos e Ciudadanos – afinam as estratégicas para captar uma camada cada vez mais essencial do voto, o dos indecisos. A entrada em cena de dois novos partidos – e com números fortes nas sondagens, o Podemos e o Ciudadanos – trouxe variações consideráveis nas intenções de voto dos espanhóis e percentagens de indecisos entre os 32% e os 44% nas várias regiões.

O Centro de Investigações Sociológicas de Espanha sobre as eleições, um organismo oficial que faz este tipo de análise desde 1979, lançou um trabalho sobre as intenções de voto para as eleições a 7 de abril, véspera do início da campanha. Nessa sondagem, 32,4% dos eleitores da região da Extremadura não sabiam ainda em quem votar (contra os 20,3% nas eleições de 2011) e na região de Aragão essa percentagem chegava mesmo aos 44,4% (contra os 33,2% em 2011). A maior diferença, no entanto, registou-se em La Rioja, que passou de 19% de indecisos em 2011 para 41% este ano Variação nas intenções de voto Por outro lado, indicam também os dados do CIS, os eleitores variam a sua intenção de voto com relativa facilidade, ao que se junta um tipo de eleição (autonómicas e municipais) em que o número de partidos é maior relativamente às autárquicas (que apenas se realizam no final do ano). Por outro lado, considerou à Lusa o analista político e professor na ESADE José Maria Areilza, “há muito voto oculto no PP”, por parte de “pessoas a quem lhes dá vergonha assumir” que vão votar no partido do poder, responsável pelas políticas de austeridade desde 2011. O PP também ficou associado à diminuição da massa salarial dos trabalhadores espanhóis e, por outro lado, à atual recuperação económica (ainda que sem efeitos visíveis nas economias familiares dos cidadãos).

Com a incerteza quanto a um resultado final no próximo domingo, os principais partidos apostam tudo nos últimos dias – dois grandes comícios diários, com a presença de “velhas glórias” como Felipe González (PSOE) e José Maria Aznar (PP) – e uma mensagem reformulada para captar ou não afastar o “voto útil”.

cm.pt

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