SIMETEC exige que as autoridades em causa assumam as suas responsabilidades

15/05/2015 00:38 - Modificado em 15/05/2015 00:38

Tomas DelgadoO SIMETEC, o sindicato metalomecânica, turismo e comunicação congratula-se com a publicação dos resultados, uma vez que os mesmos apontam claramente para negligências e falhas grosseiras, portanto, exige que as autoridades em causa assumam de facto as responsabilidades.

Em entrevista ao NN, Tomás Delgado, presidente do SIMATEC reagiu às declarações da Ministra Sara Lopes e aos resultados dos relatórios do naufrágio do navio Vicente.

O presidente congratula-se com a publicação dos relatórios uma vez que exigiram que diligências fossem feitas no sentido de inquerir as causas do acidente e por ser a primeira vez que isso acontece não obstante os vários acidentes ocorridos e a sociedade nunca ter sido informada das causas reais.

O responsável considera a importância dos relatórios, mas entende que “o foco são as famílias que, infelizmente, viram e ouviram tudo dos políticos menos a solução para os seus problemas,  nomeadamente, habitação, alimentação, educação dos filhos, saúde e emprego”.

Para o SIMATEC, as autoridades responsáveis devem assumir de facto as suas responsabilidades. O mesmo entende que “anunciar na comunicação social não é sinónimo de assumir responsabilidades. É preciso assumir ajudando as famílias e punir os culpados”.

Para além do relatório das causas que tem o valor que tem, Tomás Delgado considera que é urgente e necessário que o Ministério Público abra uma investigação judicial promovida pela Procuradoria da República responsabilizando os culpados e esclareça de forma vinculativa e definitiva todo o imbróglio. O presidente diz continuar a trabalhar no apoio  às famílias e aguardar pela investigação judicial para ver como agir neste âmbito.

No entanto, garante que está a decorrer uma série de acções, nomeadamente o processo de justificação judicial de óbitos que está a decorrer junto da Procuradoria do Fogo. Após a legalização do processo, devem adiantar com o reconhecimento da união de facto, pensões de sobrevivência para os menores e deficientes, cônjuges e processos de indemnização junto das seguradoras.

Também foi elaborado um relatório sócio-familiar das vítimas que identifica claramente as necessidades imediatas e futuras das famílias. Tomás avança que foi encaminhado para o MIEM um relatório que apresenta medidas concretas a serem tomadas. Resta agora aguardar que acções concretas sejam implementadas.

  1. A ministra Sara Lopes devia demitir-se

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