Morreu o responsável da Al-Qaeda que reivindicou o ataque ao Charlie Hebdo

11/05/2015 08:11 - Modificado em 11/05/2015 08:11

al qaedaNasser Al-Anassi, um dos mais destacados líderes da Al-Qaeda na península arábica e o homem que reivindicou o atentado contra o jornal satírico Charlie Hebdo, foi morto no Iémen no mês passado, alegadamente vítima de um bombardeamento de um drone norte-americano.

A informação foi avançada pela própria Al-Qaeda, num vídeo publicado nesta quinta-feira e detectado pela organização norte-americana SITE, que monitoriza a actividade na Internet de vários grupos extremistas. A Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA, na sigla em inglês) diz ainda que também o filho de Al-Anassi e outros combatentes da organização foram mortos no mesmo ataque, em Moukalla, na costa sudeste do Iémen com o mar arábico.

Até ao momento, os Estados Unidos não confirmaram oficialmente a morte de Nasser Al-Anassi.

Foi Nasser Al-Anassi quem reivindicou em nome da Al-Qaeda o ataque dos irmãos Kouachi ao Charlie Hebdo, uma semana depois do atentado.

Já depois do ataque e ainda em fuga, os próprios irmãos Kouachi declararam várias vezes que agiram em nome da Al-Qaeda na Península Arábica. Nos dias que se seguiram, começaram a surgir informações de que Said, o mais novo dos irmãos, passara vários meses num campo de treino da Al-Qaeda no Iémen, aquele que é considerado o braço mais forte da organização extremista. Nasser Al-Anassi surgiu depois em vídeo a esclarecer as dúvidas.

No vídeo, Al-Anassi diz que os irmãos Kouachi seguiram as ordens da organização e que o ataque foi levado a cabo por ordem directa de Ayman al-Zawahiri, o sucessor de Osama bin Laden e actual líder da Al-Qaeda.

“Queremos afirmar perante a comunidade muçulmana que fomos nós que escolhemos o alvo, financiámos a operação e recrutámos o seu chefe”, afirma no vídeo Al-Anassi. Na mesma declaração, Al-Anassi elogiou ainda o ataque e sequestro levado a cabo por Ahmedy Coulibaly numa mercearia judaica em Paris, embora Coulibaly tenha declarado estar ao serviço do autoproclamado Estado Islâmico e não da Al-Qaeda.

Foi também Al-Anassi quem surgiu em nome da Al-Qaeda, em Dezembro, a acusar o Presidente norte-americano de ter sido responsável pela morte de dois reféns numa operação de resgate falhada: Luke Somers, fotojornalista norte-americano, e Pierre Korkie, professor sul-africano.

De acordo com uma biografia publicada pela Al-Qaeda e citada pelo diário francês Le Monde, Al-Anassi, iemenita de nascimento, combateu na Bósnia em 1995 e esteve também no Paquistão e Afeganistão antes de regressar ao Iémen.

publico.pt

  1. UVID IMPE

    Bem matado

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