Tripulantes sobreviventes do navio Vicente despedidos e sem salário

8/05/2015 08:19 - Modificado em 8/05/2015 08:19

TuninhaOs tripulantes sobreviventes do naufrágio do navio Vicente receberam da companhia carta de despedimento e foram para casa de mãos abanar. Após quatro meses do naufrágio os tripulantes continuam sem ver a cor dos seus salários.

Ainda depois do trágico acidente do navio, os tripulantes e seus familiares continuam a sofrer as consequências. Pois no mês seguinte ao naufrágio a companhia Tuninha entregou carta de despedimento aos sobreviventes tripulantes do navio.

De acordo com os entrevistados, estes deveriam receber dois meses de salário, mas foi pago apenas o salário referente ao mês de Janeiro e nunca mais viram a cor do dinheiro e muito menos as regalias que tinham por direito.
Sem emprego e sem dinheiro as vitima afirmam ter estado a sobreviver com várias dificuldades. Todos são pais e chefes de família com diferentes encargos. Indignado um dos entrevistados desabafa assim. “A companhia nos abandonou no mar e continuam nos abandonando em terra sem meios de sobrevivência porque não se importou com a dor e perda das vitimas e famílias das mesmas”.

Um dos motivos descritos na carta de despedimento tem haver com a perda do navio. Os tripulantes afirmam que foi uma tragédia para todas as famílias e para a sociedade.
Com filhos ainda para sustentar a situação complica-se para esses chefes de famílias que dizem ainda estar afectados com a situação. Uma outra situação que tem vindo a indignar as vítimas é o silêncio da Ministra Sara Lopes que segundo os mesmos até agora não se dignou em saber como se encontram a s famílias mesmo apenas para levar consolo aos familiares.

Para alguns dos tripulantes as condições psicológicas dos sobreviventes ainda não permitiu encontrar ou procurar um outro emprego, mas afirmam seguramente que vão restabelecer as forças e continuar a vida de forma diferente e melhor.

O acidente do Navio Vicente deu-se ao largo do Porto do Vale  dos Cavaleiros, na ilha do Fogo, com 26 passageiros a bordo, e resultou em quinze  mortos.

  1. ivan

    Infelizmente todos nós já sabemos o que vai acontecer?? NADA, será o coitado a pagar, porque foi trabalhar numa situação precária para sustentar a família e deu no que deu, é como o caso do navio Roterdam foi coberta com aquele pano milagroso e hoje ninguém mais se lembra do que aconteceu, e com o vicente não será diferente já la vão 4 meses,e nem ministra diz nada, isso sim é gozar com a nossa cara,sinto muito pela família dos desaparecidos e pelos sobreviventes despedidos pelo final triste

  2. Maria José

    A Ministra Sara nao vai dizer nada porque nao havia nem tripulantes nem passageiros da Republica de Santiago no Vicente.

  3. LILI

    O governo devia doar algo pelas família sem vez de se preocupar com a candidatura da Ministra que já vai a 30 mil contos.

  4. Romeu Lopes

    A companhia de navegação se não tiver barcos para dar trabalho ao seu pessoal é normal ,mas o problema que normalmente a agência ou os seguros devem pagar uma certa soma por despedimento e perda do barco, só se o barco não estava segurado neste caso é agência que deve pagar a esses trabalhadores

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