Jovem em prisão preventiva

7/05/2015 08:15 - Modificado em 7/05/2015 08:15
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cela-prisaoNesta quarta-feira, o Tribunal de São Vicente procedeu ao julgamento de diversos indivíduos envolvidos na prática de crimes de roubo, fraude e roubo com violência contra pessoas e receptação. Ao todo, contabilizam 13 arguidos. Três dos jovens encontravam-se em prisão, dois em prisão preventiva e o outro a cumprir uma pena de um ano de dois meses de prisão efectiva. Quatro do conjunto respondem pelos crimes de receptação.

Os jovens que estavam a ser apresentados ao Tribunal de São Vicente pela prática de vários crimes de roubo, violência contra pessoas e receptação, são maioritariamente jovens do sexo masculino e três mulheres, residentes entre Ribeira Bote e Ribeirinha.

De acordo com os factos apresentados em Tribunal, um dos jovens destaca-se entre os acusados, uma vez que, supostamente, esteve envolvido em quase todos os crimes apresentados em Tribunal, sendo considerado o arguido principal do julgamento.

O jovem residente na zona da Ilha da Madeira e que actualmente se encontra em prisão preventiva, está a ser acusado do crime de roubo com violência na zona da Ribeira Bote, a uma senhora que carregava a sua bolsa com o portátil dentro. O acusado afirma que não roubou nada e que no momento do acontecido vinha juntamente a um amigo e viram dois rapazes com ar suspeito e, imediatamente, apareceram os Agentes da Brigada Anticrime e foi detido no local. Confrontado com os mesmos factos, o cúmplice de Fredilson não os confirma.

Questionado sobre o roubo de uma máquina fotográfica, o arguido principal garante que nunca roubou a máquina e que esta lhe foi emprestada pelo próprio dono, mas como um amigo precisava de uma máquina para tirar umas fotos, acabou por emprestar-lha, mas este acabou por a perder na zona do Calhau. Em declarações ao Tribunal, o receptador da câmara disse que esta lhe foi vendida por dois mil escudos e que nunca desconfiou da sua proveniência, já que o arguido lhe disse que a trouxe de França. Sendo assim, desmente o arguido principal que alegava ter emprestado a máquina.

Em Abril de 2013, juntamente com duas jovens do sexo feminino teriam atraído um francês ao miradouro do Alto de Fortim, onde este foi assaltado e agredido com pedras. Mas, de acordo com as jovens que também respondiam pelo mesmo crime, o arguido apenas estava a defender uma delas que estava a ser agarrada à força pelo francês, mas garantem que não roubaram nada, nem elas nem o acusado principal.

O arguido principal é acusado de, em Maio de 2013, ter trepado numa residência na zona de Fonte Cónego e roubado um computador portátil, um Iphone, um telemóvel e uma pen drive. O arguido volta a negar os factos, alegando que nunca entrou na residência em causa.

No mesmo ano, assaltou e roubou uma viatura na zona de Ribeira Bote. Nega as acusações.

Em Julho de 2013 assalta uma senhora e roubou-lhe o seu cordão de ouro. Diz que é mentira e que nunca assaltou ninguém.

Em Janeiro de 2014 foi acusado de ter roubado uma carteira juntamente com outro cúmplice, a um jovem que reside também na zona de Ribeira Bote. Factos apresentados e desmentidos pelo arguido principal e corroborados por outro arguido, designadamente o seu suposto cúmplice.

De todos os crimes, o arguido principal nega todas as acusações e diz não saber o porquê das acusações. Os únicos crimes em que foi corroborada a sua versão, são os crimes do roubo da carteira na zona da Ilha da Madeira, do roubo à viatura e do cordão de ouro, também na mesma zona.

Quanto aos crimes de receptação, os arguidos afirmaram que não sabiam da sua proveniência, por isso, não viram nenhum problema em comprar os materiais.

O julgamento terá continuidade no dia 21 do corrente mês.

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