Elísio Freire: “Não há crise que justifique a diminuição da desigualdade de oportunidades entre os cidadãos“

23/04/2015 07:55 - Modificado em 23/04/2015 07:55

FERNANDO ELISIO FREIRENo período antes da ordem dia, o líder da bancada do MpD no Parlamento, Elísio Freire, na sua declaração política fez uma avaliação negativa sobre as políticas do Governo. “A situação é o resultado da governação centrada na propaganda dos instrumentos económicos como a infra-estruturação e a estatização das soluções”. Para Freire, as opções do Governo não trouxeram ao país alterações estruturais na economia e piorou a situação socioeconómica.

 

A crise financeira é refutada pelo líder da bancada do MpD para justificar as dificuldades do país. “Não há crise internacional que justifique uma enorme dificuldade na obtenção de crédito num ambiente institucional hostil às empresas. Não há crise que justifique a falta de eficácia do regime especial das médias e pequenas empresas, a não operacionalização do centro internacional de negócios, a crise nos transportes marítimos. Não há crise que justifique o aumento do abandono escolar, a diminuição da desigualdade de oportunidades entre os cidadãos e que justifique o aumento de impostos”.

João Luís, da UCID, concordou com a posição do MpD discordando da posição defendida pelo PAICV, afirmando que “o país não está bem”. “Ainda tem a água e a electricidade mais caras do mundo devido à vossa política fiscal aplicada a estes dois bens essenciais para a população do país”.

Por seu lado, Felisberto Vieira, do PAICV, argumenta que o Governo “está muito bem avaliado”. E diz que com um país em crise, é difícil continuar com indicadores extremamente satisfatórios nos sectores básicos para a coesão social. “O sector das infra-estruturas constitui um pilar do desenvolvimento de Cabo Verde e a alavanca do desenvolvimento a médio e longo prazo”. E ainda, para justificar as suas afirmações, diz que não é possível ter o retorno dos investimentos num porto em cerca de cinco anos mas a longo prazo, e que o Governo já conseguiu “diminui o desemprego para metade assim como a pobreza”.

  1. José Júlio soares

    Se o líder parlamentar do MpD disse a frase que está no cabeçalho da notícia “Não há crise que justifique a diminuição da desigualdade de oportunidades entre os cidadãos“, então a consciência o traiu. Pensamos que ele queria ou quis dizer “Não há crise que justifique o aumento da desigualdade de oportunidades entre os cidadãos”. Sabem, a consciência é traiçoeira!!!

  2. José Júlio Soares

    Se o líder parlamentar do MpD disse a frase que está no cabeçalho da notícia “Não há crise que justifique a diminuição da desigualdade de oportunidades entre os cidadãos“, então a consciência o traiu. Pensamos que ele queria ou quis dizer “Não há crise que justifique o aumento da desigualdade de oportunidades entre os cidadãos”. Sabem, a consciência é traiçoeira!!!

  3. Cabral PB

    “Não há crise que justifique a diminuição da desigualdade de oportunidades entre os cidadãos“ é mesmo que admitir que o famoso “Estatuto” é “atemporal”, injustificada, incoerente com a situação do país (e do mundo). Discursos antagónicos. Quer mais dinehiro para si, mas admite que há disigualdades. então e as cozinheiras das escolas? e então o salário mínimo? Estas nunca “sobem” mais o seu salário sempre “subido”, precisa “subir mais”, isto não é desigualdade???????

  4. Maria José

    Kusé Filú? Nton país está em crise? Repita por favpr!!! País está em crise? Nao está blindado?
    Meu Deus do ceu…a que chegamos. As mentiras…os camaradas a contradizerem-se!!!!!!!!!!
    Bom da minha parte nao contem comigo camaradas.

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