Alunos universitários deixam de estudar por falta de resposta do Fundo

20/04/2015 07:47 - Modificado em 20/04/2015 07:47

EscudosAlunos universitários aguardam o acesso ao Fundo Universitário de Garantia Mútua há mais de um ano. Sem o pagamento das propinas, os alunos não podem realizar os exames sendo obrigados a deixarem disciplinas em atraso e, consequentemente, a desistirem dos estudos por falta de meios financeiros.

Um dos maiores impedimentos ou barreiras para quem pretende continuar os estudos universitários é a falta de condições financeiras para arcar com as despesas das propinas. Muitos alunos conseguem bolsas de estudos, mas nem todos têm a mesma sorte, pois são obrigados a recorrer a outros meios.

Em 2013, o Governo criou um Fundo Universitário de Garantia Mútua, para permitir aos alunos com menor rendimento, o acesso ao crédito através dos bancos para o financiamento do ensino superior.

Com a criação deste fundo, os alunos universitários viram uma solução para atingirem os seus objectivos de prosseguirem nos estudos. Mas, muitos deles encontraram neste fundo um grande entrave.

Os alunos universitários em São Vicente dizem-se desesperados de tanto esperar pelos resultados do acesso ao Fundo Universitário de Garantia Mútua. Por falta de solução, outros viram-se obrigados a suspender os estudos.

Em jeito de anonimato, os alunos universitários procuraram este online para mostrarem a indignação que paira no seio de vários estudantes contemplados com o Fundo de Garantia Mútua. Um aluno do curso de Arquitectura do Instituto Jean Piaget avança que na impossibilidade de arcar com as responsabilidades das propinas, resolveu recorrer ao Fundo Universitário de Garantia Mútua tendo sido seleccionado.

O mesmo foi contemplado com o empréstimo desde o passado mês de Maio mas, até agora, nunca foi feita qualquer transferência, pelo que as propinas continuam em atraso. O aluno diz-se penalizado. Com a situação criada, foi impedido de fazer os exames e as disciplinas ficaram em atraso.

O que mais indigna os estudantes é que a instituição bancária, BCA, avança que o processo está pronto mas aguarda uma decisão por parte do Ministério da Educação que, por sua vez, alega que aguarda pelo referido Banco. O estudante diz-se desesperado com a situação porque nenhuma das instituições tem uma resposta e as consequências pelo não pagamento das propinas são drásticas para os alunos e também para a universidade.

A preocupação aumenta ainda mais com a época dos exames à porta e com o fim do ano lectivo. Os alunos mostram-se indignados e preocupados, uma vez que com o incumprimento das propinas, não é possível realizar os exames e a situação torna-se ainda cada vez mais complicada com o acumular das disciplinas em atraso.

Uma outra aluna do curso de Informática de Gestão diz estar na mesma situação de muitos outros colegas que, por falta de solução, foram obrigados a deixar disciplinas em atraso e até a abandonar os estudos por falta de resposta do acesso ao Fundo Universitário de Garantia Mútua.

“O fundo foi criado pelo Governo com o objectivo de aumentar o número de estudantes e reduzir o número do abandono escolar mas, ao contrário do que pensaram, existem vários alunos com vontade de estudar e obrigados a desistirem por falta de condições financeiras”, adianta um dos entrevistados.

A situação repete-se com vários outros alunos. Uma aluna da UNICV, diz que não pode terminar os estudos devido à falta de resposta ao acesso ao fundo. A estudante diz que com a situação, foi obrigada a abandonar os estudos e a regressar para a ilha de Santo Antão. A ex-universitária diz que a esperança de continuar os estudos ainda se mantém viva e que logo que a situação melhorar deverá dar continuidade aos estudos.

Cansados de esperar, os alunos apelam pela intervenção das autoridades responsáveis para a resolução do problema ainda antes do início da época dos exames que inicia no mês de Julho, uma vez que o fundo foi criado com o objectivo de aumentar o número de pessoas formadas e diminuir o abandono escolar.

Em contacto com Hélder Monteiro, responsável pelo Fundo Universitário de Garantia Mútua no BCA em São Vicente, o mesmo solicitou uma carta para pedir esclarecimentos à Directora Comercial. Quanto ao Ministério da Educação, os contactos estabelecidos resultaram infrutíferos.

  1. roxana aguilera cald

    Agora cuando tiren o IMORAL e ILEGAL SALARIO e APOSENTADURIA dos PCA/ e funcionarios , familiares como los de inocencio ,PAGOS con dinhero PUBLICO maiores de 170000 /mes estes JOVENES ESTUDIARAN y TODOS DEBEMOS SALIR A LA LUTA en SOLIDARIDADE con els .

  2. bsofaria

    deixem de bsofaria. ensino superior não é para qualquer um, nem aqui, nem em portugal, nem nos e. u da america. é verdade que o estado deve ajudar mas tambem é verdade que não pode ajudar a todos. parabens ao jornal que fez um trabalho imparcial inclusive tentou ouvir as outras partes envolvidas.

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