Director Nacional da PJ elogiou e reconheceu o trabalho feito pelo ex-director André Semedo

20/04/2015 07:34 - Modificado em 20/04/2015 07:34

20150413_164148Elementos da PJ contactados por este online, mas que respeitamos o pedido de anonimato, subscrevem a tese da “ guerra suja”, isto porque “até ao momento ninguém sabe que o ex-director da PJ foi constituído arguido ou vai ser constituído arguido”.

E dizem que seria estranho, pelo menos, o director nacional da Policia Judiciária não saber isso. Isto porque no dia 13 de Abril na cerimónia de empossamento da nova directora da PJ no Mindelo, este elogiou e reconheceu o trabalho prestado por André Semedo á frente do Departamento do Mindelo afirmado “ durante o tempo que esteve a frente do Departamento fê-lo com espírito de missão empenho, dedicação, sacrifício e profissionalismo “. Também reconheceu que “ com gestão do Doutor André Semedo houve progressos a nível da investigação criminal e organização de serviços que muito contribuíram para uma maior afirmação da Policia Judiciária “. E por isso os referidos elementos consideram que “ não faz sentido que o director nacional não soubesse que havia o risco de André ser constituído arguido “. Acrescentam “ se não sabia e ele foi constituído arguido é mais grave “. Isto tendo em conta os elogios feitos ao Ex. Director.

Um jurista que conhece o processo Pérola Negra estranha que o Ex. Director tenha sido constituído arguido. Isto porque o Ministério Público tem apenas até ao fim do mês para fazer as acusações. Mas esclarece que o MP pode a qualquer altura constituir arguidos desde que ache que existem indícios que lhe podem levar a acusar. Explica que um suspeito também pode requer a condição de arguido para melhor se defender. Mas no processo Pérola Negra “ não existem factos que, no meu entender, salvo outra interpretação que podem conduzir a acusação de André Semedo. A amizade dele e do arguido Xando Badiu, não me parece ser suficiente, pelo facto descritos no processo, para ser acusado”. Mas explica que o MP pode requer a condição de arguido para melhor investigar.

Dano na imagem

O mesmo jurista explica que em termos “jurídicos e processuais “ ser arguido é uma condição normal e até “ transparente e que permite uma melhor defensa “. Mas em termos do entendimento da nossa sociedade “ ser arguido significa estar já condenado “.Por isso, no caso em apreço “ ser ou não ser arguido representa um dano terrível na imagem do visado.” E no caso de um alo responsável da PJ “ ver o seu nome ligado na condição de arguido num processo de tráfico de drogas internacional tem danos devastadores na sua imagem e da corporação”.

  1. Monteiro,Anacleta

    Eu tambem acho que tanto a imagem do Ex Director como da corporação ficam manchadas. Tenho escutado muitos comentarios que convergem no sentido de perda de confiança nessa instituição que a população admira e respeita. Há que evitar ventilar essas imagnes negativas dos nossos herois que se veem expondo para nos livrar da desgraça da droga..

  2. Fernando Fortes

    Está guerra de galos na PJ, simplesmente manchou toda a instituição.

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