Ex director da PJ no Mindelo esclarece: Comunicado na íntegra

17/04/2015 13:35 - Modificado em 17/04/2015 13:35

COMUNICADO

O Semanário “ASEMANA”, edição nº1183, de 17 de Abril de 2015 trás como MANCHETE da primeira página e com garrafais o seguinte: “DIRECTOR DA PJ DE SÃO VICENTE CONSTÍTUIDO ARGUIDO”.

Para o esclarecimento da opinião pública nacional informa que o conteúdo da notícia não corresponde a realidade dos factos. O Coordenador da Policia Judiciária em causa, que exerceu com zelo as funções de responsável do Departamento do Mindelo da PJ, durante sete anos e nove meses, não foi constituído arguido, é mentira. O acto de constituição do arguido não é feito a margem do próprio interrogatório e não pode ser precedido de audição de interveniente como testemunha sob pena de obrigar o interveniente suspeito de fazer prova negativa dos seus próprios actos.e deve ser fundamentado com factos que consubstanciam crime e não infração de outra índole. Assim, havendo indícios do cometimento de algum crime, a investigação deve ouvir o suspeito acto continuo em perguntas precedido da constituição do arguido, garantindo os seus direitos nos termos da lei. Tratando-se de um processo em segredo de justiça, os actos praticados nesta fase não podem ser do conhecimento público e sendo pessoa com responsabilidade escuso-me de pronunciar sobre os factos de um processo em investigação para não prejudicar o próprio andamento do mesmo, cumprindo a lei. Se alguém pensa conseguir aquilo que há muito tenta sem êxito, que procure um outro poiso. Estou de consciência tranquila, de nunca ter cometido qualquer infração no exercício das minhas funções, pelo trabalho realizado e vamos com serenidade esclarecer se assim for o caso e em instância própria quaisquer dúvidas ou omissões que possam existir, salvaguardando sempre a imagem da Policia Judiciária e da Justiça. Esta tentativa de assassínio de caracter terá uma resposta civilizada e em instância própria.

Praia, 17 de Abril de 2015

André Pereira Semedo

  1. Maria Fortes

    O comunicado começa na terceira pessoa com “Para esclarecimento da opinião
    publica informa” e depois passa para a primeira pessoa,” estou de consciência tranquila”. Uma verdadeira salada russa.
    Resumindo o texto é bastante confuso e pouco esclarecedor. As frases foram construídas a martelo o que torna a sua compreensão quase uma missão impossível.
    É de lamentar que um director da Policia Judiciaria que exerceu o cargo por vários anos, em especial na Ilha de S.Vicente que no passado conheceu gigantes da língua portuguesa e nao só, não esteja capacitado para formular um comunicado com um pouco mais de nível.
    Contudo não é de admirar pois inclusive para muitos advogados surgidos nas ultimas décadas , a língua de Camões é também uma dôr de cabeça, uma terra incógnita.

  2. Fernando Fortes

    Lendo o a semana e agora o noticias do norte,pode-se concluir que:

    1-Verifica-se uma guerra suja dentro da policia judiciária,com epicentro na delegação de S. Vicente.

    2-A guerra é de outra natureza e que o processo “Pérola Negra” está sendo apenas um campo de batalha

    3- Ao agora apontado com suposto arguido, deve-lhe faltar algo no perfil e talvez seja um ingénuo, que se deixou enredar numa novela

    4-Para ser chefe, é preciso estar num plano acima de outros e que se tenha normas de conduta.

  3. Fernando Fortes

    A solução para o problema,passa por uma limpeza geral,transferindo o grosso desse pessoal para sítios diferentes, a fim de se quebrar essa corrente, que só prejudicara a corporação.Talvez até um inquérito,geral e com propostas concretas para uma reorganização se impõe.

    Impõe-se, uma refundação da PJ,passados esses anos.

    O clima interno é mau, ameaça de greves prolongadas,é sintoma do mal que vai nesta casa. o governo deve agir urgentemente.

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